sexta-feira, 29 de junho de 2012

Os últimos cartuchos

Parece que queimámos os últimos cartuchos deste longo ano lectivo.

Ontem, festa de encerramento das aulas de ténis. Fizeram vários jogos, a maioria envolvendo água e terminaram bastante encharcados, mas felizes!






Esta manhã, festa de encerramento da turma da M. Os alunos fizeram duas pequenas dramatizações, das suas histórias preferidas. A M foi um dos gatos da história Pete, The Cat, um gato muito cool que se adapta a todas as situações.
A professora preparou uma apresentação de fotos representativas dos diversos momentos vividos ao longo do ano lectivo. Como alguns alunos vão para outro país e os mais velhos passam para o Kindergarten, os pais estavam todos um pouco emocionados.


Obrigada Academia Cotopaxi, obrigada Quito e Equador, por mais um excelente ano (eu continuo a viver a minha vida de acordo com os anos lectivos, deve ser defeito de formação).

Chegaram as FÉRIAS! As malas já estão prontas... Portugal aqui vamos nós!
Dois meses inteirinhos de família, amigos e muita praia!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dia da C

Antes do jogo que dignamente perdemos, passei o dia com as três turmas de segundo ano, fazendo jogos, actividades e picnicando. No final todos os professores e colegas da C receberam um corta vento como recordação de final de ano. Foi um dia de muita brincadeira e alegria.



Roda, roda, roda


Jogos com água são sempre um must


 A C a receber o seu corta vento.


 As três turmas e as três professoras, orgulhosamente vestindo os corta ventos
(os casacos têm um logo bordado que apresenta o vulcão Cotopaxi e duas crianças de mão dada, bem como a data 2011/2012 - uma ternura)



Na semana passada os pais da turma da C foram convidados a assistir à celebração dos livros. As crianças apresentaram aos pais os livros que tinham produzido, escrito e ilustrado. A história da C era sobre uma porta mágica.
Adoro estas actividades em que os alunos têm oportunidade de mostrar aos seus pais e aos pais dos seus colegas as várias etapas da realização de um projecto e o resultado final. Fá-los reflectir sobre todo o processo e ficar orgulhosos pelo trabalho realizado.





segunda-feira, 25 de junho de 2012

Final de tarde atribulado

Esta tarde, por volta das cinco horas, tudo estava tranquilo cá por casa. As manas brincavam com os legos, a mãe anotava os itens a comprar para o próximo ano lectivo. A L, nossa empregada, disse até amanhã, fechou a porta e segundos depois bateu veementemente na mesma porta. A C abriu a porta e a L chamou-me, aflita. A nossa cadela tresloucada acabara de comer veneno para ratos! A safada conseguiu roer o fecho de segurança de uma das caixas e deliciou-se com a dose de veneno cor de rosa que estava lá dentro. Disse à L que tínhamos de a fazer vomitar e lembrando-me do que costumava dizer a minha avó A, enfiámos-lhe azeite pela goela abaixo, literalmente. Telefonei ao veterinário que me disse para levá-la imediatamente. O doutor foi mais radical que eu e, em vez de azeite, usou sal. Pô-la a soro e deu-lhe um medicamento para acelarar o processo. Passados alguns minutos acabou por vomitar, coitada. Depois de vomitar continuou a soro por meia hora mais. Durante seis dias tem de tomar vitamina K e tenho de estar de olho nela. Foi um susto!
Quando chegámos a casa esvaziámos todas as caixas de veneno.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Portugal X Holanda

Em Quito, o jogo de Portugal X Holanda foi seguido de perto por uma família de portugueses (nós, claro) e uma família de holandeses. Convidámos uns amigos, M e V e respectivas crianças, para uma churrascada seguida do jogo que implicava as duas nações. Antes do jogo, decorámos a nossa sala  a preceito, tal qual estádio de futebol, metade para a Holanda, metade para Portugal. Devo referir que os nossos amigos, como verdadeiros aficcionados holandeses, trouxeram muito mais cangalhada, a saber: bandeiras cor de laranja, faixas, bandeiras da holanda, cachecóis e roupa a condizer. Nós tínhamos os nossos cachecóis, uma bandeira de Portugal e as t-shirts. Depois de duas horas de grande nervosismo e tensão (da parte dos representantes masculinos, pois as gajas estiveram sobretudo na conversa e as crianças brincaram, correndo até à sala apenas quando alguém gritava golo) Portugal venceu o jogo e passou à fase seguinte.

O nosso amigo M ficou bastante desiludido e quando a V disse ao P que o M estava desapontado, o P respondeu que lamentava muito, mas antes o M do que ele próprio. Em sinal de espírito desportivo o M respondeu que essa era uma boa resposta e todos nos rimos. Foi definitivamente uma tarde bem passada.




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Passeio de fim de ano lectivo - turma da M

Esta manhã foi especial para a turma da M, pois crianças, mães e professoras rumaram à Hacienda Palermo, dos avós de uma das colegas da M, para aí celebrar o ano lectivo que terminará muito em breve.
Houve comida, um insuflável, uma caminhada par ver alguns dos animais da quinta e muita brincadeira. No final as professoras receberam um presente de todos os pais e as crianças um diploma das professoras. Em cada um dos diplomas está registada a característica do perfil de aluno em que cada criança se destacou ao longo do ano. A nossa M foi considerada "principled", uma aluna com bons príncipios, que sabe seguir as instruções dadas, que é afectuosa e preocupada com os outros, que procura soluções apaziguadoras. Parabéns pequena M, estamos super orgulhosos de ti!







Tanta vergonha! Até tapou os ouvidos!


P.S. A M veio para casa com um presente extra, pois quando foi ver as vacas não reparou num daqueles presentes acastanhados e mal cheirosos que as amigas malhadas vão deixando para marcar o caminho!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Aprendizagens e interrogações

A C está quase a terminar o segundo ano e escreve bem em inglês, com muito poucos erros de ortografia. Já em português, a história é outra... Ela escreve português razoavelmente bem, mas quando se depara com palavras mais dificeis ou sílabas menos usuais começa a sua criatividade. Hoje as manas decidiram escrever um postal para enviar a um familiar. Quando me mostraram o resultado final, não pude deixar de apreciar a forma bastante original de escrever algumas palavras. Assim, deparei-me com os seguintes espécimens: "Cridos" em vez de Queridos; "visitalos" em vez de visitá-los e "baginhos" em vez de beijinhos. Na realidade é uma escrita quase fonética, porque se esquecermos a grafia e pensarmos apenas no som, está correcto!
Por falar em espécimens, a turma da M tem estado excitadíssima com uma nova presença na sala de aula. Nas últimas semanas a petizada tem acompanhado o desenvolvimento de oito girinos. Neste momento, dois já são rãs, quatro já desenvolveram as quatro patas e estão no processo de perder a cauda e outros dois têm apenas as patas traseiras. A primeira coisa que as crianças fazem quando chegam à sala de aula é ir ver os aquários e durante o recreio apanham minhocas e insectos para os alimentar. Todos os dias há notícias sobre as rãs! Ontem a M disse-me em inglês "the frog lost its tail!" (a rã perdeu a cauda!). Depois ficou uns segundos a pensar e afirmou: "Eu já digo muitas coisas como a Miss Vero" (ou seja, em inglês, pois a Miss Vero é a sua professora). Não só é fantástico tudo o que ela tem aprendido, como também ela ter noção do quanto está a aprender.
A professora partilhou as seguintes fotos com os pais, tal não é o entusiasmo.

  
Uma das rãs 


A turma super orgulhosa dos seus aquários de rãs e girinos



Também ontem a C, logo de manhã, viu um rato bem  grande a correr no nosso jardim. Eu e a M fomos comprar veneno e enchemos as seis armadilhas que já existiam no dito jardim. Mais tarde, em conversa com o meu pai sobre o assunto, ele disse-me que não deveria ter aberto as embalagens do veneno, pois assim os ratos poderão espalhá-lo pelo terreno. Quando disse à M o que me dissera o avô, perguntou-me:"Como é que o teu pai sabe tanto sobre ratos?" Digam-me, por favor,  que resposta posso dar-lhe sem que pareça que o meu pai vive rodeado dos ditos roedores?! 



domingo, 10 de junho de 2012

The Time Traveler's Wife

Estou a ler um livro The Time Traveler's Wife, de Audrey Niffenegger, que não me deixa em paz. Uma história inquietante e, por vezers, desesperante. Henry é um homem que viaja involuntariamente no tempo, quer para o seu passado mais recente ou mais longínquo, quer para o seu futuro. Clare é a sua mulher, conhece-o desde os seus seis anos, quando ele a visitou pela primeira vez nas suas viagens temporais. Ao longo da sua infância e adolescência, Henry visitou-a várias vezes, até que por fim se conheceram em tempo real e casaram-se. É uma história de ausências angustiantes, para quem viaja e para quem não o faz e fica presa no presente à espera. Quando viaja no tempo Henry perde toda a sua roupa e chega ao seu destino nú, sem fazer ideia de onde está. Por isso, tudo pode acontecer-lhe, desde ser espancado, atropelado, entre outras coisas. Também há o lado bom, pois pode rever pessoas que já perdeu, como a sua mãe. Para Clare os desaparecimentos de Henry são sempre motivo de preocupação, pois não sabe para onde ele foi, quando vai voltar, nem o que pode estar a enfrentar no seu destino.
Hoje, quando o P, se despediu de nós, para partir novamente, lembrei-me de Clare, pois o P chegou ontem, às seis e meia da tarde, depois de uma ausência de uma semana e hoje às três foi-se novamente. Desta vez está mais perto, em Baños, no Equador para um team building (tretas!); e regressará quarta-feira. Vou repetir-me, mas eu destesto as ausências.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Simples prazeres

Hoje o dia começou com um certo amargo de boca, pois o P viajou bem cedo para Boston, onde vai ficar até Sábado. Creio que nunca vou habituar-me completamente às suas ausências. Mas, como habitualmente sou optimista, penso que vai passar depressa e fico à espero das surpresas que a vida me vai trazer durante esses dias.
E assim foi, esta manhã a vida hoje trouxe-me duas boas surpresas. A professora da M, recém chegada de uma visita a Lisboa e arredores, adorou. A primeira coisa que me disse foi: "Tens um belo país!".  Que tal uma afirmação destas para nos encher de orgulho e nos fazer sorrir? Em três dias visitou  o centro histórico, Belém e Sintra. Comeu muitos pasteis de nata, foi a uma casa de fados e adorou. Gostou das pessoas, dos lugares, do ambiente.
No regresso a casa, depois de deixar a criançada na escola e com o coração cheio de Lisboa e arredores, eis que o vulcão Cotopaxi resolveu dar um ar da sua graça. Já o disse vezes sem conta, não consigo deixar de o admirar. Quando está descoberto, é algo mágico, enorme, uma força da natureza (que está a cerca de 90 km de distância!). Apesar da fila de trânsito à minha frente, só ele atraía a minha atenção. Aliás, tenho de agradecer à fila, senão seria difícil de o fotografar.




Obrigada vida pelas surpresas boas!