A C está quase a terminar o segundo ano e escreve bem em inglês, com muito poucos erros de ortografia. Já em português, a história é outra... Ela escreve português razoavelmente bem, mas quando se depara com palavras mais dificeis ou sílabas menos usuais começa a sua criatividade. Hoje as manas decidiram escrever um postal para enviar a um familiar. Quando me mostraram o resultado final, não pude deixar de apreciar a forma bastante original de escrever algumas palavras. Assim, deparei-me com os seguintes espécimens: "Cridos" em vez de Queridos; "visitalos" em vez de visitá-los e "baginhos" em vez de beijinhos. Na realidade é uma escrita quase fonética, porque se esquecermos a grafia e pensarmos apenas no som, está correcto!
Por falar em espécimens, a turma da M tem estado excitadíssima com uma nova presença na sala de aula. Nas últimas semanas a petizada tem acompanhado o desenvolvimento de oito girinos. Neste momento, dois já são rãs, quatro já desenvolveram as quatro patas e estão no processo de perder a cauda e outros dois têm apenas as patas traseiras. A primeira coisa que as crianças fazem quando chegam à sala de aula é ir ver os aquários e durante o recreio apanham minhocas e insectos para os alimentar. Todos os dias há notícias sobre as rãs! Ontem a M disse-me em inglês "the frog lost its tail!" (a rã perdeu a cauda!). Depois ficou uns segundos a pensar e afirmou: "Eu já digo muitas coisas como a Miss Vero" (ou seja, em inglês, pois a Miss Vero é a sua professora). Não só é fantástico tudo o que ela tem aprendido, como também ela ter noção do quanto está a aprender.
A professora partilhou as seguintes fotos com os pais, tal não é o entusiasmo.
Uma das rãs
A turma super orgulhosa dos seus aquários de rãs e girinos
Também ontem a C, logo de manhã, viu um rato bem grande a correr no nosso jardim. Eu e a M fomos comprar veneno e enchemos as seis armadilhas que já existiam no dito jardim. Mais tarde, em conversa com o meu pai sobre o assunto, ele disse-me que não deveria ter aberto as embalagens do veneno, pois assim os ratos poderão espalhá-lo pelo terreno. Quando disse à M o que me dissera o avô, perguntou-me:"Como é que o teu pai sabe tanto sobre ratos?" Digam-me, por favor, que resposta posso dar-lhe sem que pareça que o meu pai vive rodeado dos ditos roedores?!