Quase três meses depois do último post, mas sempre a tempo!
Estou neste momento, num autocarro com duas turmas de terceiro ano a caminho de quatro dias num acampamento de ski. Uma das turmas é a minha. Tornei-me, desde dez de Janeiro, a professora a tempo inteiro do PYP6 Red. No início do passado Dezembro, o director da escola convidou-me pra substituir uma professora que iría entrar em licença de naternidade. Não hesitei, aceitei o desafio e aqui estou. Desde então tenho estado a mil, porque depois de dez anos sem assumir uma posição a tempo inteiro há muito para fazer. É um sistema se ensino completamente diferente, felizmente a ninha experiência como mãe interessada de alunas que frequentam este ensino permitiu-me pela menos não estar perante algo completamente novo. Enquanto professora sempre trabalhei com adolescentes e pela primeira vez estou a trabalhar com um grupo de crianças de 8/9 anos. Materiais não tinha nenhuns, tenho passado muitas horas a investigar e a aprender coisas novas. Energia, transformações de energia, matemática (tempo, horas e multiplicação), leitura, escrita. Há muita documentação para ler, mas tenho conseguido acompanhar. Há dias que parece muita coisa ao mesmo tempo, mas nada como respirar fundo e continuar. O segundo desafio tem sido gerir as rotinas diárias em função dos novos horários. Nada que uma boa organização não resolva. E se há coisa que eu sou é organizada.
Bem vindos a esta vida nova!
O Homem sonha o destino nasce
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Registos Outonais
Antes que chegue o Inverno, aqui ficam algumas fotos do que tem sido este Outono, que começa a mostrar-se cada vez mais frio.
Labirinto de Milho na Quinta das Abóboras, Bottmingen, Basileia
Aniversário do P
Museu do Automóvel, Mulhouse
Reinach, Basileia
A aproveitar um excelente dia de sol
Labirinto de Milho na Quinta das Abóboras, Bottmingen, Basileia
Parque do Principezinho, Alsace, França
Aniversário do P
Parabéns cantados in loco e virtualmente em duas outras casas, a dos avós e a do tio M
Ecomusée d'Alsace
Museu do Automóvel, Mulhouse
Reinach, Basileia
A aproveitar um excelente dia de sol
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
14
Catorze é o novo número mágico cá em casa, a mais recente novidade!
A nossa C acaba de celebrar 14 anos. Menina crescida, jovem responsável, com um sentido de humor apurado, dona de uma ironia refinada, amiga de quem merece a sua amizade, determinada. Estás no caminho certo!
Para festejar o seu aniversário, pediu que jantássemos em casa, uma lasanha feita tradicionalmente e um bolo de aniversário caseiro. De manhã acordámo-la com uns parabéns familiares, a quatro vozes. Quando chegou à sala para o pequeno almoço, tinha uma surpresa preparada: um balão com um grande C e umas decorações a assinalar o dia especial.
Parabéns filha! Que venham muitos mais!
Não há duas sem três... Será?
Depois de quatro semanas, a M está novamente em pleno. Ainda durante as férias de Outono, uma semana depois do episódio da farpa n aperna do F, eis que voltámos ao hospital. Algumas horas de saltos, flips e muita diversão no Swiss Mega Park, um parque de trampolins e afins, já depois da mãe ter dito que estava na hora de ir para casa, uma aterragem menos bem conseguida levou-nos novamente às urgências. Radiografia feita: nada partido. Contudo não se livrou de uma ruptura de ligamentos. Durante três semanas usou uma espécie de bota que imobilizou a zona afectada e na passada semana apenas teve de a usar para praticar desporto. Curiosamente, quando chegámos ao hospital, a enfermeira que nos atendeu foi a mesma que tinha atendido o F. Eu reconheci-a e ela também me reconheceu. Disse-lhe que tinha estado no hospital na semana anterior com o meu filho e desta feita estava lá com a minha filha. Rimo-nos da situação e eu acrescentei que tenho outra filha, pelo que há possibilidade de voltar ao hospital.
Será que não há duas sem três? Espero bem que não!!!
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Outono
As férias de Outono terminaram, mas o Outono pelo contrário, está em pleno. Perto de nossa casa há muitos espaços verdes, cheios de caminhos pedestres, caminhos para ciclistas, às vezes pelo meio da floresta, outras vezes ao longo do rio Birs, por vezes atravessando grandes clareiras. Lentamente as árvores vão-se despindo e há milhares de folhas no chão. A palete de cores é agora mais variada, passou de um verde cheio de vida, para um amarelo, castanho, vermelho outonal em jeito de despedida. Não é um adeus, é um até já. A natureza prepara-se para o descanso do Inverno, para reunir forças e rebentar de vida e energia na próxima Primavera. Hoje, enquanto caminhava por estes caminhos, viajei até Portugal, até às incontáveis e inacreditaveis imagens de devastação, desolação e perda que mais uma vez encheram as nossas televisões, jornais e revistas. Como vai ser a próxima Primavera? Em vez do verde renascido, teremos a devastação, hectáres e hectáres de floresta assassinada. A gente que tudo perdeu vai começar de novo, resignada, muitas vezes calando a sua dor, porque é difícil. É muito difícil olhar para casas destruídas, animais que não conseguimos salvar, o que era e já não é e o pior de tudo despedirmo-nos dos que perdemos às mãos de um fogo impiedoso. Neste Outono, em muitas famílias portuguesas, em muitas aldeias e lugares portugueses não haverá um até já, mas sim um adeus. É difícil. Muito difícil.
domingo, 1 de outubro de 2017
Seis semanas depois
Seis semanas depois do recomeço da escola e os dias têm passado a correr. Entre o vai pôr e vai buscar à escola, tenho trabalhado muitas vezes como professora de substituição, tenho ajudado a organizar os eventos da Associação de Pais, voluntariei-me para "Room Parent" da turma da M e do F e tenho tentado incluir caminhadas nestes dias tão cheios. Depois de terminado o horário escolar, começam os tpc e as actividades extra curriculares. Entre as aulas de ténis, natação, futebol e bateria, todos os dias há uma actividade para um ou mais dos pequenos. O F estreou-se na natação e no futebol. Está a adorar, mas fica derreado no final dos trinta minutos que dura cada uma das aulas. Até eu tenho ido nadar com a M, enquanto o F tem a aula. À Quinta-feira chegamos os três a casa moídos e prontos para uma boa noite de sono. A M continua com a natação e a C, completamente independente, vai e vem para as suas actividades, até porque todas são estratégicamente perto de casa e de fácil acesso de transportes.
O ritmo acelerado das vidas de todos nós faz-nos dar as boas vindas a todas as oportunidades de desaceleração, por isso, na passada Sexta-feira abraçámos o primeiro dia de férias de Outono. O primeiro de duas semanas. Combinámos com uma colega da M almoçar num parque de que muito gostamos e passar lá o resto da tarde. Depois do almoço e já no parque infantil, o F caiu em cima de uma trave de madeira onde tentava equilibrar-se. Ao cair, uma farpa da madeira entrou pela sua perna adentro e começou a nossa primeira aventura destas férias. Ao ver que não conseguiria retirar a farpa, pois estava completamente dentro da pele, levei-o ao hospital. Depois de uma ecografia, confirmou-se que havia um corpo estranho de cerca de 3 cm na perna do F, a uns 4 mm de profundidade. Os médicos tentaram removê-lo com anestesia local, mas não foi possível e acabaram por ter de submeter o nosso F a uma pequena cirurgia com anestesia geral. Correu tudo bem e o pequeno parece que nem tem pontos na perna. A mesma energia de sempre, com muitos saltos à mistura.
É a terceira vez que um dos nossos filhos é submetido a uma cirurgia e aqueles intermináveis minutos em que a mesma dura parecem sempre horas. Pensamos em todos os cenários possíveis, tentando permanecer positivos, mas a nossa imaginação surpreende-nos sempre com uma ou outra possibilidade mais aterradora. Só quando tudo termina, nos dizem que correu tudo bem e a nossa criança acorda, conseguimos ficar tranquilos.
Quando tudo terminou, lembrei-me dos pais e filhos que têm de enfrentar situações bem piores que esta. Como será estar numa sala de espera, com uma ciriurgia de horas pela frente e da qual depende a vida do nosso filho?
Espero que esta tenha sido a aventura mais radical destas duas semanas de férias que agora começam. Espero, no final, apenas ter para relatar idas a museus, a parques, a exposições, nada que envolva hospitais!
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Fazes-me falta
As férias terminaram, regressámos à nossa outra casa e retomámos as rotinas escolares. Reencontrámos os que aqui deixámos, conhecemos gente acabada de chegar. Assim acontece no início de cada ano lectivo. Partilhamos pedaços das férias terminadas, vamo-nos adaptando às novas situações, encontrando conforto no que é conhecido. Mas todos os que partilhamos esta vida de expatriados temos pelo menos uma coisa em comum, todos sentimos falta.
Esta manhã, enquanto esperava pelas minhas companheiras de caminhada, num parque lindíssimo, rodeada por um verde a perder de vista, flores variadas e de cores diversas, as vozes dos pássaros, de crianças ao longe, muita tranquilidade e um lago que se estendia por trás de mim, neste momento em que tudo parou para que eu o pudesse apreciar, senti falta dum som que o teria tornado perfeito. Senti falta do rebentar das ondas na areia, num dia de mar calmo.
O mar faz-me sempre falta.
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