Há muito tempo que o excelentíssimo Presidente da República Equatoriana não nos brindava com uma ideia brilhante relativamente à educação em geral e às escolas em particular.
Há que recordar que no nosso primeiro ano em Quito, a escola que as nossas filhas frequentam iniciou o ano lectivo antes do calendário normal, com as devidas autorizações do ministério da educação; e logo na primeira semana teve de encerrar por dois dias, pois o senhor presidente entendeu que assim tinha de ser (nunca compreendi o que se ganhou com isso?!). No final do mês seguinte, devido ao pseudo golpe de estado, todas as escolas encerraram dois dias até os ânimos acalmarem. O resultado foi um Sábado de compensação, senão seria impossível cumprir os duzentos dias mínimos de aulas que são exigidos às escolas internacionais. Claro que a C não foi assistir às aulas no referido Sábado, pois pareceu-nos injusto que tivesse de perder um dia a que tem direito, apenas por viver num país que as regras dependem da (in)disposição do seu governante.
Desta feita, imagino eu, decorrente de uma iluminada epifania, o excelentíssimo decidiu pôr fim às duas semanas de férias de Natal e a uma semana de férias de Páscoa. Em vez disso o ano lectivo será organizado em dois semestres e no final do primeiro os alunos terão duas semanas de descanso, ou seja, em Fevereiro (deve ser para irmos esquiar!). No que diz respeito ao Natal, o que está decidido é uma paragem na vèspera e no dia em questão; e à Páscoa será uma paragem no Domingo e no dia seguinte. Gostaria de saber em que estudos pedagógicos terá baseado a sua decisão, já que em todo o hemisfério norte o calendário escolar é sensivelmente o mesmo em todos os países, podendo haver algumas diferenças nas datas de início e término das férias, mas o número de dias de paragem é equivalente.
A escola está a lutar pelas duas semanas de Natal, mas acreditam que apenas conseguirão a primeira. Numa escola em que 80% dos alunos são estrangeiros basta imaginar o número de ausências durante esta época. Num país fortemente católico, muito centrado na família e com difíceis acessos, será muito difícil para as pessoas deslocarem-se às diferentes províncias num dia para regressar no outro.
O mais incrível de tudo isto é o facto de as pessoas aceitarem sem contestar. Em bom português corresponde ao come e cala. Pergunto eu, será por medo de retaliações? Não pode ser, pois não? Isso não acontece num país democrático como o Equador afirma ser!
Nós já decidimos, iremos passar o Natal a casa!
Gostei da forma como expões...concordo, eu tb vinha! O q é q lhe deu?! Aqui diria-mos q dormiu com os pés de fora. Até lá pode ser q ele mude de ideias.
ResponderEliminarUm beijo e haja paciência!
Beta