terça-feira, 24 de junho de 2014

Até sempre

No ultimo mês a nossa vida sofreu uma reviravolta inesperada, inimaginável e dolorosa.
 
A avó B, uma mulher que vivia a vida com intensidade, uma lutadora, que admirava a beleza do mundo que a rodeava, que adorava música, que se preocupava com os outros, que era amiga de verdade, uma excelente ouvinte e conselheira, que adorava mimar os que amava, e sobretudo uma excelente mãe e avó, partiu no passado dia dezasseis.
 
Partiu de uma forma abrupta e difícil de aceitar. O que começou por ser uma pneumonia, revelou-se um terrível cancro, extremamente agressivo, que não lhe deu qualquer hipótese de reacção, pelo contrário, todos os dias a debilitava mais e mais.
 
Todos os que a amamos acompanhámo-la e apoiámo-la o melhor que sabíamos e podíamos. Demos-lhe muitos mimos, dissemos que a amavámos, acalentámos as suas esperanças, mas às escondidas sofríamos, por  reconhecermos a inevitabilidade da sua partida. Os três filhos trataram dela sem pudores ou constrangimentos, só AMOR.
 
Eu perdi a minha segunda mãe, uma das minhas melhores amigas e uma grande companheira.
 
Doi-me pensar nos meus filhos e no tempo com ela que lhes foi roubado. Não é justo que não os veja crescer, não é justo que eles nunca mais recebam o seu amor.
 
A vida foi cruel para todos nós, mas sobretudo para ela!
 
Até sempre B. Mil beijos e abraços nossos.
 
 
 
 
 


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