quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Quase, quase

Desde o último post, tivemos a M com uma virose que lhe trouxe três dias de febre, prostação e pouco apetite. A isto juntaram-se os molares dos seis anos, cuja erupção está a dar-lhe água pelas barbas. A gengiva está tão inchada que impede o maxilar de fechar completamente, não permitindo que mastigue normalmente. Além disso começou por ter imensas dores quando mastigava. Já está melhor, mas ainda demora muito a comer. Como não há duas sem três, tem uma afta na ponta da língua! É muito raro a moça estar doente, mas quando lhe dá é forte. O F está constipado há duas semanas, não há maneira de recuperar. Está farto de água do mar, soro fisiológico e afins... e eu também! A C está bem e recomenda-se. 

O F continua a levar a cabo um ataque cerrado à árvore de Natal. Náo só tira constantemente as decorações, como, montado no seu carrinho andador, se arremessa contra a mesma, atropelando-a. Um destes dias ela zangou-se a e caiu por cima dele. Entre doses de paracetamol e ibruprofeno, aflita a M gritou: "Mãe, a árvore de Natal caiu em cima do F!" O rapaz saiu incólume, mas incrédulo quanto ao que acabara de acontecer.

Entre idas ao pediatra e ao dentista, horários de medicação, inúmeras assoadelas de nariz, lá fui fazendo as malas para a nossa viagem a Portugal. Estão quase terminadas, apenas faltam as coisas de última hora. A viagem também está quase, quase... nunca mais é Sexta-feira!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Asneiras e disparates, Lda

Ser mãe de três crianças com idades tão diferentes, oferece-nos um leque de sensações e experiências bem variado. 
Vejamos a título de exemplo a semana passada que foi profícua em asneiras e disparates. O protagonista principal foi o petiz, cuja idade (20 meses)  se presta mais a estas aventuras, mas as manas também dão as suas contribuições. Na Quinta-feira comprei uns lápis de cera novos ao F, que são inquebráveis, laváveis e testados dermatologicamente. Assim que chegámos a casa, dei-lhe um papel e os ditos lápis. Em vez de o sentar na cadeira de comer, onde normalmente fazemos este tipo de actividades, pus-lhe o material em cima de um pequeno banco, que para ele é uma mesa. O F ficou todo entusiasmado e toca de rabiscar. Ao vê-lo tão embrenhado na actividade, fui, numa corrida, fazer a cama das manas. O F nem se ouvia, mas quando cinco minutos depois voltei à sala, percebi a razão de tanta concentração. O pequeno não só tinha rabiscado no papel, como também nos vidros de quatro janelas da sala e em duas portas dos armários brancos da cozinha! Nem queria acreditar! Depois do choque inicial, a solução foi limpar tudo e rir-me da minha ingenuidade ao pensar que o rapazolas ficaria sossegadinho a pintar. Há que ressaltar dois aspectos muito importantes: o F usou várias cores e os lápis são mesmo laváveis! No mesmo dia, esqueci-me de arrumar uma embalagem de pão de forma dentro do armário onde guardamos o pão. Em vez disso, deixei-a em cima da placa de vitrocerâmica. Enquanto arrumava a loiça, o F ligou a placa sem eu dar por isso. Começou a cheirar a queimado e eu não percebi de imediato o que estava a acontecer. Quando levantei a embalagem do pão, o plástico já tinha derretido e o pão estava a torrar! Obrigadinha F, por mais uma limpeza que não estava nos planos!
As manas são menos dadas a este tipo de disparates, mas conseguem dizer coisas que me fazem rir à gargalhada. O mais recente exemplo foi ontem à hora do jantar. Na televisão estava a dar um programa sobre Mário Soares, que completou ontem noventa anos. Eu lembrei-me de referir que o senhor é um primo afastado do meu avô materno. Isto despertou a curiosidade das manas, que fizeram várias perguntas sobre o senhor. Depois de lhes ter dito que ele tinha sido três vezes Primeiro Ministro e duas vezes Presidente da República, a M lá achou que ele deve ser alguém importante e a pergunta que se seguiu foi: "E ele sabe-nos?" . Traduzido directamente do inglês, "Does he know us?", o que ela queria saber era se uma pessoa tão importante, sabia quem nós éramos, se nos conhecia. Eu e o P rebentámos a rir!
A C também diz algumas coisas que são traduções directas do inglês. A mais comum é, em vez de dizer "de qualquer maneira", diz invariavelmente "de nenhuma maneira", o que soa muito estranho. Por mais que lhe digamos, não há maneira de corrigir.

Asneiras e disparates, directamente de Ekali, em Atenas, Grécia!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hóspedes temporárias

Esta manhã devolvemos as duas hóspedes que estiveram em nossa casa desde Quarta-feira passada. Como a escola das manas esteve fechada Quarta à tarde, Quinta e Sexta devido à celebração do Dia de Acção de Graças, a professora da M pediu-nos se podiamos dar guarida à  Pumpkin e à Lemon, duas tartarugas bebés que vivem na sala de aula da M. Não havia como recusar, pois o brilho de entusiasmo nos olhos da M e também da C dava conta de como gostariam de cuidar das pequenas tartarugas.

Durante a viagem de carro para casa as criaturinhas estavam muito agitadas e, por duas vezes, penduraram-se na grade da gaiola e cairam para trás, ficando viradas de barriga para cima. As manas ficaram tão preocupadas que as bichanas se virassem e não conseguissem dar a volta, que não queriam sair de perto da gaiola. O peso da responsabilidade não lhes permitia relaxar, afinal ninguém quer devolver os animas de estimação da sala de aula em "mau estado". Para trazer paz e tranquilidade às manas, coloquei-as num recipiente de alumínio grande (feito para assar perus). Como não tinham onde pendurar-se, deixaram de cair para trás e ficar de barriga para cima. Claro que ao longo dos quatro dias e meio viraram-se algumas vezes, mas resolveram o problema sozinhas ou com alguma ajuda de um de nós. As manas, mais tranquilas, acederam sair de casa sempre que necessário, mas enquanto estavam em casa, volta e meia íam espreitá-las. Foi super fácil tratar delas: de manhã dá-se comida e água, a meio da manhã elas acordam e passam algumas horas a explorar os arredores e a comer; e a meio da tarde as moças anicham-se e dormem até ao dia seguinte.