segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Asneiras e disparates, Lda

Ser mãe de três crianças com idades tão diferentes, oferece-nos um leque de sensações e experiências bem variado. 
Vejamos a título de exemplo a semana passada que foi profícua em asneiras e disparates. O protagonista principal foi o petiz, cuja idade (20 meses)  se presta mais a estas aventuras, mas as manas também dão as suas contribuições. Na Quinta-feira comprei uns lápis de cera novos ao F, que são inquebráveis, laváveis e testados dermatologicamente. Assim que chegámos a casa, dei-lhe um papel e os ditos lápis. Em vez de o sentar na cadeira de comer, onde normalmente fazemos este tipo de actividades, pus-lhe o material em cima de um pequeno banco, que para ele é uma mesa. O F ficou todo entusiasmado e toca de rabiscar. Ao vê-lo tão embrenhado na actividade, fui, numa corrida, fazer a cama das manas. O F nem se ouvia, mas quando cinco minutos depois voltei à sala, percebi a razão de tanta concentração. O pequeno não só tinha rabiscado no papel, como também nos vidros de quatro janelas da sala e em duas portas dos armários brancos da cozinha! Nem queria acreditar! Depois do choque inicial, a solução foi limpar tudo e rir-me da minha ingenuidade ao pensar que o rapazolas ficaria sossegadinho a pintar. Há que ressaltar dois aspectos muito importantes: o F usou várias cores e os lápis são mesmo laváveis! No mesmo dia, esqueci-me de arrumar uma embalagem de pão de forma dentro do armário onde guardamos o pão. Em vez disso, deixei-a em cima da placa de vitrocerâmica. Enquanto arrumava a loiça, o F ligou a placa sem eu dar por isso. Começou a cheirar a queimado e eu não percebi de imediato o que estava a acontecer. Quando levantei a embalagem do pão, o plástico já tinha derretido e o pão estava a torrar! Obrigadinha F, por mais uma limpeza que não estava nos planos!
As manas são menos dadas a este tipo de disparates, mas conseguem dizer coisas que me fazem rir à gargalhada. O mais recente exemplo foi ontem à hora do jantar. Na televisão estava a dar um programa sobre Mário Soares, que completou ontem noventa anos. Eu lembrei-me de referir que o senhor é um primo afastado do meu avô materno. Isto despertou a curiosidade das manas, que fizeram várias perguntas sobre o senhor. Depois de lhes ter dito que ele tinha sido três vezes Primeiro Ministro e duas vezes Presidente da República, a M lá achou que ele deve ser alguém importante e a pergunta que se seguiu foi: "E ele sabe-nos?" . Traduzido directamente do inglês, "Does he know us?", o que ela queria saber era se uma pessoa tão importante, sabia quem nós éramos, se nos conhecia. Eu e o P rebentámos a rir!
A C também diz algumas coisas que são traduções directas do inglês. A mais comum é, em vez de dizer "de qualquer maneira", diz invariavelmente "de nenhuma maneira", o que soa muito estranho. Por mais que lhe digamos, não há maneira de corrigir.

Asneiras e disparates, directamente de Ekali, em Atenas, Grécia!

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