terça-feira, 28 de abril de 2015

Primavera de Abril

À Primavera associamos palavras como nascer, renascer, recomeçar, florescer. Por isso, não poderia ter havido mês mais perfeito para a nossa revolução que este mês de Abril. Poderia ter acontecido num Abril de um outro ano, muitos anos antes. Mas aconteceu em 1974 e foi muito bom. Tanta esperança, tanta felicidade, tanta liberdade foram vividos naquele dia, daquele mês, daquele ano. Cabe-nos relembrá-lo em cada aniversário que se celebra, para que não caia em esquecimento e para que continuemos a acreditar que a mudança é possível. Está sempre nas mãos dos que a desejam e daqueles que estão dispostos a lutar por ela. 

Cá por casa, todos os anos falamos desta data, contamos inúmeras histórias sobre os tempos de ditadura, vividas pelos avós e bisavós e pela população em geral. Com muito orgulho recontamos situações que aos olhos das nossas filhas parecem impossíveis. Este ano, levámos a história da Revolução dos Cravos a um público fora da esfera familiar. Há uns meses atrás, a professora da M perguntou aos pais se alguém estaria disponível para partilhar com a turma uma celebração especial do seu país. Pensei de imediato na nossa revolução e na passada Sexta-feira passei cerca de quarenta minutos na turma da M, contando a uma turma de primeiro ano, a história do 25 de Abril de 1974. Os  vinte e três catraios estiveram muito atentos, fizeram imensas perguntas e no fim todos receberam um bonito cravo bem vermelho. 

Abril trouxe-nos essa Primavera  e este ano trouxe-nos, também, a Primavera. Finalmente está mais calor, sol, tudo a florescer, cheiros fortíssimos a magnólias, jasmins e outras. As flores dizem-nos: estamos vivas, estamos cá, nascemos e renascemos. Esta altura do ano tem-me feito lembrar muito da nossa B. Ela adorava todas estas árvores cheias de flores e queria fotografá-las todas. Os cheiros que inundaram as nossas caminhadas no ano passado renovaram-se com a chegada de mais uma Primavera. Saudades do que vivemos e do que não pudemos viver.

domingo, 19 de abril de 2015

"We will always have Paris"

Quatro dias e quatro noites em Paris, foi assim que terminámos as férias da Páscoa das pequenas. Foi uma viagem surpresa, as manas só souberam que íamos viajar no dia anterior à partida, pois foi necessário fazer as malas. O destino permaneceu uma incógnita até ao check in no aeroporto. Convencenram-se que iríamos a Portugal e foi uma surpresa enorme quando descobriram que o destino era Paris e a Disneyland.
Chegados a Paris fomos à Torre Eiffel e as manas adoraram subir aos dois primeiros andares (depois de algum tempo de espera, claro). A vista é soberba e impressionante. Como podemos avistar todos os monumentos importantes, aguça a vontade de ver tudo mais de perto. Ficaram um pouco desapontadas por não irmos ao topo, mas havia outra fila e estava a fazer-se tarde para o Bateaux Mouche. Assim prometemos uma próxima visita à Torre Eiffel e navegando pelo Sena, vimos alguns dos monumentos antes avistados. A Notre-Dame, o Louvre, o Museu d'Orsay, as muitas pontes.
 



 
Os dois dias seguintes foram passados na Disney e a criançada estava muito excitada e feliz. O F não percebia muito bem os tempos de espera antes de andar nas atracções e impacientava-se um pouco, mas acabámos por conseguir fazer muito do que queríamos. Como é possível que haja tanta gente neste tipo de parques o ano inteiro! Para mim e para o P é a nossa quarta visita à Disney, a surpresa já desapareceu e os longos tempos de espera desesperam-nos. Passámos muito tempo em filas encaracoladas, em pé e muitas vezes com o F ao colo. Quando regressávamos ao hotel estávamos todos derreados, era vestir o pijama e cama.
 




 
No ultimo dia voltámos a Paris e passeámos pela cidade, visitando alguns dos lugares e monumentos mais emblemáticos. Como já tínhamos passado tanto tempo em filas de espera decidimos que faríamos uma visita exterior, ou seja, vimos tudo apenas por fora. Já nenhum de nós aguentava esperar uma hora para subir cerca de 500 degraus para visitar as torres da Notre-Dame, por exemplo. Paris é uma cidade lindíssima e é sempre bom regressar, por isso algum dia regressaremos (quando os mais pequenos forem um pouco mais velhos). A verdade é que "We will always have Paris".
 







 
 
A minha irmã acompanhou-nos a maior parte do tempo, já que é uma ilustre habitante dos arredores de Paris. Não estávamos juntos desde o Verão passado e foi bom pôr a conversa em dia, falar de planos para o futuro.
 
Regressámos há uma semana, descansámos dois dias e já estamos de volta à loucura do dia a dia. Ainda custa acordar às 6:30, as manas e o F continuam a querer deitar-se mais tarde e a não querer acordar cedo. Acho que esta etapa final do ano lectivo começa a cheirar a férias do Verão!

domingo, 5 de abril de 2015

Casa cheia

Nas últimas três semanas tivemos casa cheia. Primeiro recebemos a visita dos nossos amigos D, C e R do Equador, que ficaram duas semanas, sendo que, pelo meio, deram um pulo a Roma. Na última semana tivemos a deliciosa companhia de duas amigas especiais de Portugal, a S e a B. Durante dois dias fomos dez à mesa, fazendo lembrar as refeições na nossa casa em Portugal, onde quase todos os dias há sempre pratos extra na mesa. Visitámos e revisitámos alguns dos lugares emblemáticos da Grécia, caminhámos muito e fizémos muito quilómetros. 
 
Aqui fica o registo fotográfico.
 
 
Chalkida
 
 
 Loucos ao volante
 
 
Canal de Corintos
 
 
Napflio num dia de chuva
 
 
Sounio com o tempo a melhorar
 
 
Os famosos cinco em Sounio
 
 
Igualitos"
 
 
 Amigas
 
 
Amigas com tanto para conversar
 
 
Despedida dos amigos equatorianos com Nea Makri como pano de fundo
 
 
Napflio num dia de sol (bem diferente!)
 
 
Napflio a partir do Castelo Palimidi
 
 
 Ainda no castelo
 
 
No Oráculo de Delfos ficámos a saber...