segunda-feira, 18 de abril de 2016

E o homem sonhou novamente

Pela quarta vez nas nossas vidas, o homem voltou a sonhar e o nosso novo destino está escolhido. 
Bem, novo, novo não será, chamar-lhe -ía antes um destino revisitado. Vamos regressar a Basileia, na  Suiça. 
É quase um voltar a casa ou pelo menos voltar a um lugar conhecido, o que torna tudo mais tranquilo. Já conhecemos a cidade, sabemos onde encontrar tudo o que precisamos, o supermercado, o hospital, os médicos; vamos reencontrar os amigos que lá deixámos, revisitar tudo o que mais gostámos de conhecer e descobrir tantos outros lugares especiais que da primeira vez não tivemos oportunidade.
A pequenada já foi aceite na escola e agora só falta encontrar uma casa, o que faremos a partir da próxima semana, aproveitando as férias da Páscoa ortodoxa.
Quando demos a notícia às manas, a primeira reacção foi de alguma tristeza, sobretudo da M, porque partir significa sempre deixar os amigos que entretanto fizemos e um lugar que aprendemos a gostar. Agora estão entusiasmadas com a viagem a Basileia, a visita à escola nova e a procura da nova casa. O F diz (repetindo as palavras da mãe) que vamos ter uma casa nova, uma escola nova e um carro novo e parece entusiasmado.  
Em Agosto recomeçaremos a nossa vida no destino escolhido, até lá o P estará entre Atenas e Basileia e nós por cá até ao final do ano lectivo. 

Um viva aos recomeços!!! 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Casa quase vazia

Será possível que há duas semanas atrás fossemos dez cá em casa, depois passámos a ser sete, depois seis e ontem quatro? É possível e é verdade. Os tios e primo foram os primeiros a partir, depois o P e ontem os meus pais. De repente parece que falta gente!

Aproveitámos ao máximo este mimo que a vida nos deu e passámos todo o tempo possível com os que mais queremos. Foi óptimo para as manas e mano passarem dez dias com tios e primo e um mês inteirinho com os avós. Pensamos tantas vezes em tudo o que perdemos por estar fora de Portugal, sobretudo ao nível da família, que quando temos uma oportunidade destas agarramo-la com unhas e dentes. É fabuloso testemunhar a cumplicidade entre primos, as brincadeiras com os tios, a alegria dos avós e netos a descobrirem-se mutuamente, a quantidade de histórias partilhadas, as caminhadas, os lugares visitados. Tudo fica guardado em nós e são estes momentos importantes que nos fazem amar a nossa família.


Mãe e filhos temporariamente sozinhos, mas de coração cheio.