Há precisamente um ano, este foi um dia muito especial no Equador, de muita tensão, nervosismo, conflitos, vítimas mortais, felizmente poucas: assinala-se hoje o primeiro aniversário da tentativa de golpe de estado, por parte da polícia.
Durante o dia, na rádio, as emissões giraram à volta de testemunhos de pessoas que estiveram directamente envolvidas nos acontecimentos, realçando, claro, as forças armadas que resgataram o presidente; também foram ouvidos os familiares das vítimas, que, sensatamente, procuram justiça e não vingança e cujas mensagens foram essencialmente de paz.
No centro de Quito, às quatro da tarde teve lugar uma mega manifestação de apoio ao presidente, bem organizada, com muito policiamento e gente vinda de diversas partes do país.
Apesar dos frequentes rasgos de inspiração do presidente, que toma decisões que muitos não compreendem; e da sua impulsividade, parece (até ver) que tudo está democraticamente tranquilo.
Claro que esta foi uma excelente oportunidade para o governo fazer propaganda, já que se sentia bastante apoiado pelo povo. Assim, na rádio, podia ouvir-se algo como:
"E foi assim que homens e mulheres indefesos salvaram uma democracia!"
Pelo sim, pelo não, a escola da C e da M decidiu que todos saíam ao meio dia... não fosse o diabo tecê-las e a coisa dar para o torto. Não podemos esquecer-nos que é uma escola americana e por isso há sempre alguma paranóia!
Para nós cá em casa foi óptimo: fez-se menos uma viagem a Quito, almoçamos as três juntas, fizemos uns jogos de matemática, fomos ao parque e tudo sem correrias.
