Regresso às aulas... não é no Continente, é aqui mesmo em Quito!
Mais um novo ano lectivo que teve hoje o seu primeiro dia. Revemos caras que já não víamos há dois meses e meio, os habituais cumprimentos e perguntas sobre as férias, ora em inglês, ora em espanhol e os quilómetros do costume.
A C conheceu a nova professora e gostou, adorou voltar a brincar com os colegas e assim que chegou a casa foi logo fazer os trabalhos, mesmo antes de lanchar!
A M, que agora já está na pré-escola, teve o que foi chamado de dia de visita. Conheceu as novas professoras, brincou com tudo o que lhe apeteceu na sala de aula, pintou, fez animais de plasticina, durante duas horas e meia e na companhia da mamã. Amanhã será o primeiro dia oficial, em que a mãe fica na porta e diz até logo. Penso que vai correr tudo bem, mas pelo sim pelo não, durante o dia de hoje, fui referindo que amanhã a mãe não ficará na sala de aula, mas irá buscá-la antes do almoço.
Em jeito de anedota, não posso deixar de contar um breve episódio que aconteceu neste primeiro dia, enquanto esperava pela saída da C.
Estava a M a fazer sons como um ratinho, enquanto eu lhe perguntava se ela era um gatinho, um cãozinho, um ratinho e nisto a senhora que estava sentada ao meu lado perguntou-me se estavamos a falar português. Eu respondi que sim e ela acrescentou "Português de Portugal?", ao que eu voltei a responder afirmativamente. Em seguida disse-me "Eu sou do Brasil" e eu referi: "Que bom, falamos a mesma língua!". Para meu espanto, a senhora respondeu "Mas é tão diferente, que eu acho melhor a gente falar espanhol!" Não pude conter-me e disse de imediato "Desculpe, mas eu compreendo-a perfeitamente!"
Será que para além do acordo ortográfico, deveria ter sido feito um acordo vocálico, para que, de uma vez por todas, os nossos irmãos, com quem partilhamos o nosso tão amado português, possam compreender-nos?
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