Fim de semana grande é quase o mesmo que dizer sair de Quito e conhecer um lugar novo. E lá fomos, desta vez para a zona de Riobamba, para ver o maior vulcão do Equador, o Chimborazo, com 6310m de altitude.
Como é costume, cento e picos quilómetros equivaleram a três horas e meia de viagem. Faz lembrar as viagens por estrada nacional no nosso Portugal, mas claro, há que dar-lhe um toque equatoriano e ser testemunha de manobras ousadas e viajantes muito imaginativos.
Como é costume, cento e picos quilómetros equivaleram a três horas e meia de viagem. Faz lembrar as viagens por estrada nacional no nosso Portugal, mas claro, há que dar-lhe um toque equatoriano e ser testemunha de manobras ousadas e viajantes muito imaginativos.
Quando finalmente chegámos ao nosso destino, fomos presenteados com esta vista soberba:
Riobamba e o colosso Chimborazo
Sendo que era dia de aniversário da C, durante o almoço cantámos os parabéns e como somos uma família muito tecnológica (como diziam uns vizinhos nossos na Suiça), a avó B cantou os parabéns connosco, através do Skipe, tal como se pode ver no canto da mesa.
Parabéns C! Oito anos de ti, celebrados com vista para o maior vulcão do Equador!
Tal como todas as cidades, vilas e aldeias no Equador, há sempre lindas igrejas, graças ao colonialismo espanhol!
Basílica de Riobamba
Enquanto explorávamos a cidade, encontrámos um mirador, junto a outra igreja, com vistas fantásticas:
Vulcão Chimborazo
Vulcão El Altar
No dia seguinte pusemos pernas ao caminho, com o objectivo de ver mais de perto o vulcão. Mais uma hora e meia de caminho, por paisagens bem lindas.
Já bem perto da Reserva de Producción de Fauna Chimborazo, encontramos umas simpáticas alpacas (primas das lamas).
Isto de transportar passageiros em lugares impróprios parece que se pega, lol!
As alpacas, um refúgio a o longe e o Chimborazo escondido atrás das nuvens
Chegados ao primeiro refúgio, a cerca de 5000m de altitude e as nuvens a tapar completamente o topo do vulcão
Que frio! Passamos de manga curta para casacões de Inverno tão depressa como o carro chegou ao estacionamento do refúgio
Regressámos à estrada, para tentar encontrar outra entrada que daria acesso a umas lagoas, segundo o mapa fornecido aquando da compra das entradas. Mais alguns quilómetros por estradas com bonitas paisagens, que variavam entre terras inóspitas e campos cultivados.
As chamadas chozas, abrigos para animais, feitas do que eu chamaria de lama e uns telhados de colmo
Uma vicuña, da família das lamas e alpacas
E as suas vizinhas
Depois de alguns quilómetros por terrenos acidentados, uma conversa curiosa com o guardião das lagoas, chegámos finalmente. Segundo a C, tantos tempo para chegar a uma lagoa tão pequena, que mais parecia um SPA de tartarugas, como chamavam às poças de água nas Galápagos. Mas, claro que a paisagem compensou.
Laguna Cocha Negra Grande
No meio da cordilheira andina, onde só vemos montes e montanhas, sentimo-nos no tecto do mundo, dá mesmo vontade de voar!
Claro que só no regresso é que as nuvens se esfumaram e pudemos ver o Chimborazo!
Ainda no regresso, passámos numa pequena aldeia, Calpi, com meia dúzia de casas e esta igreja fantástica.
No último dia, de volta a Quito, o nosso amigo GPS, que não é muito certo das ideias, indicou-nos uma rota alternativa, que apesar de nos ter feito demorar um pouco mais, levou-nos por um caminho pelo meio das montanhas, ao lado de um rio, onde se viam muitos animais e muito raramente pessoas.
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