Quando há cerca de um mês atrás, num post intitulado "Intimidades com o gesso", escrevia que esperava que as idas ao hospital terminassem, nem sonhava que ontem faria uma nova visita, não à ala ortopédica, mas à sala de emergências, com a M.
Estava a terminar de dar um duche à M, quando reparei que a toalha não estava à distância de uma mão, como é costume, mas sim pendurada na porta do quarto, a cerca de dois metros de distância. Disse à M para não se mexer enquanto eu ía buscar a toalha, mas claro que não foi isso que aconteceu. Quando já tinha a toalha na mão, olhei e só vi a M pelo ar: uma valente escorregadela e a cabeça na esquina onde desliza a porta do duche. Tirei-a , enxuguei-a e quando verifiquei como estava a cabeça, vi o golpe, que felizmente quase não sangrava. Roupa vestida à presssa e mais uma ida ao Hospital de los Valles, que fica a cinco/dez mintutos de carro. O pediatra confirmou o duagnóstico e disse que teria de levar uns pontos. Foi chamado o cirurgião e procedeu à sutura. Aí começou a festa! Embrulharam-na num lençol, tipo múmia, para que não se mexesse, enquanto eu, o P e un enfermeiro a segurávamos, pois esperneava e gritava como louca, pedia em prantos que eu a ajudasse e eu cheia de vontade de chorar também, pedia-lhe que se acalmasse, que estávamos a ajudá-la segurando-a, para que o médico pudesse terminar rapidamente. Levou três pontos e ficou tão, mas tão cansada, que adormeceu ao colo do P enquanto eu pagava.
Quando a deitámos na cama, estava um pouco agitada, mas acabou por acalmar-se e dormiu até às nove da manhã. Acordou bem disposta e assim continuou o resto do dia.
Na próxima quarta-feira vai tirar os pontos. Espero que tudo seja mais tranquilo, sobretudo porque não quero que volte a passar por outra experiência semalhante.
Ossos do "ofício" de ser mãe, mas há tantos outros dias bons e felizes q estes são esquecidos á velocidade da luz.
ResponderEliminarMuitos beijinhos e muita coragem serena, pois é disso q as mães, mais precisam.
Beta