Este tipo de notícias escandalizam-me. Tanto se lutou para alcançar direitos fundamentais e agora vai tudo por água abaixo.
Curiosamente, no Equador, um país em vias de desenvolvimento, o despedimento de uma grávida implica o pagamento de um ano inteiro de salário, incluíndo subsídio de Natal e de férias!
Crise triplica despedimentos de grávidas
De acordo com dados da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego em
2012 foram emitidos 105 pareceres favoráveis ao despedimento contra 29, em
2010.
Ao jornal Público, a presidente da CITE explica que na lei, nada mudou.
Sandra Ribeiro responsabilza a crise pelos números e vai mais longe ao afirmar
que está a ter outro efeito: quem tem trabalho conforma-se mais com actos de
discriminação e até ilegalidades.
De acordo com a Comissão hoje mais fácil despedir grávidas, mães recentes e
pais em licença, sendo que as mulheres representam 91% dos despedidos.
Outro dado que a CITE assinala prende-se com o facto de haver cada vez menos
trabalhadores a reclamarem do regime de proteção na parentalidade, da
discriminação em função do sexo, do despedimento ilegal ou da conciliação da
vida profissional e familiar.
E isto sem contar os despedimentos coletivos ou os encerramentos de empresas
para os quais os pareceres da comissão pouco ou nada podem fazer.
SIC Notícias
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