Ao longo destes dois anos e sete meses passados em Quito tenho vindo a passar pelas várias fases do processo de "dondoquização". Passo a explicar: primeiro comecei por ter uma empregada a tempo inteiro, sem estar a trabalhar; depois passei a ir ao ginásio ou fazer exercício por conta própria quase todos os dias; faço a manicure pelo menos quinzenalmente; e agora, para terminar o processo de me tornar uma dondoca, tenho um chofer!
Quanto à empregada devo dizer que, apesar de nem sempre a coisa funcionar como se esperaria, este privilégio tem-me permitido ter muito mais tempo para as minhas filhotas e fazer muito mais coisas com elas; o exercício favoreceu-me a nível pessoal, pois, apesar de nem sempre ser possível observar os resultados, eu sentia-me muito mais activa e bem comigo mesma; a manicure é pura vaidade, mas o preço é tão, tão acessível e as maõs ficam tão bonitinhas...; já o chofer é uma questão quase de saúde, pois começava a tornar-se difícil para mim conduzir pelo menos 74 km diariamente e quando o bebé nascer o médico não me permitirá fazê-lo durante um mês após a cesariana. Quem levaria as manas à escola, quem conduziria até ao supermercado e acartaria as compras? Assim sendo, a avó B chegará depois de amanhã para ajudar-nos com tudo isso, excepto com a condução (e o acartanço), pois já por várias vezes referi o caos que por aqui se verifica a esse nível. Teremos, assim, um convidado extra no carro durante algum tempo.
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