domingo, 30 de março de 2014

Mais do mesmo

Para não variar muito do tema dos últimos meses, tivemos mais uma semana de antibióticos, ibruprufeno e paracetamol para o F. Diagnóstico: quinta otite do ano! 

A M tirou o gesso e agora tem uma espécie de tala que irá acompanhá-la durante três semanas. Os dias com gesso foram um pouco aborrecidos, pois não podia fazer tudo o  que queria, porque o médico tinha dito para não andar. Quando pôs a tala, primeiro sentia alguma dor, mas pouco a pouco começou a conseguir apoiar melhor o pé e agora faz uma vida praticamente normal. Claro que sem correrias, saltos e a aula de educação física

As obras no terraço ainda não terminaram. Continuamos com um entra e sai de trabalhadores. O plano é terminarem na próxima semana, mas veremos. Também está previsto que venham arranjar três estores que não fecham completamente. Durante esta semana também tivemos a companhia de um electricista durante três dias, que esteve a corrigir (esperemos) a borrada que fizeram aquando da construção da casa. 

O que vale é que apesar de estarmos meio encarcerados em casa, por causa dos trabalhadores, vamo-nos deliciando com os primeiros passos do F, as suas descobertas e conquistas, as maluquices das manas, o seu bom humor, as suas embirrices. Faz tudo parte do pacote de uma família com três filhos!

domingo, 23 de março de 2014

Primeiro aniversário

O tempo não dá tréguas e os dias vão-se sucedendo ao ritmo de sempre. Quase sem dar por isso, ontem cumpriu-se um ano desde o nascimento do pequeno F e  por isso celebrámos o seu primeiro aniversário. Depois de um almoço à beira mar, cantámos os parabéns e abriram-se os presentes. O F adorou tirar algumas das decorações do bolo, rasgar o papel de embrulho e tentar comê-lo.
 
 

Primeiro contacto com a areia


Os manos e a avó
 

Almoço à beira-mar (o número da mesa foi especialmente encomendado, lol)
 

O bolo, escolhido pela M, ainda intacto
 
 
 Parabéns a você...
 
 
Montagem do Aqua Play em família




Para terminar o fim de semana em beleza, a M deu um salto no trampolim que não correu muito bem e terminou com uma ruptura de ligamentos no tornozelo. Dois dias de gesso e depois terá uma bota especial por duas semanas.
















quarta-feira, 19 de março de 2014

www.matarsaudades.com

Graças ao nosso amigo J M que nos falou do site www.matarsaudades.com, ontem recebemos uma encomenda vinda de Portugal, cheia de delícias bem portuguesas. Vinho verde, chouriços e linguiças, arroz Caçarola, farinha Branca de Neve, feijão frade, pastilhas Gorila e outros. Foi óptimo abrir as caixas e receber um pouco de Portugal em Atenas!

Hoje iremos receber outra "encomenda" vinda de Portugal. A avó B chega-nos esta tarde e vai ficar dois meses e meio em terras gregas"

domingo, 16 de março de 2014

Infiltrações

As infiltrações perseguem-nos! Deveríamos ter adivinhado que a infiltração no tecto da cozinha da nossa primeira casa, que nunca conseguimos resolver, era um sinal que várias vezes na vida teríamos de recorrer ao balde ou alguidar para amparar a chuva que teima em entrar-nos em casa. 

Na Venda do Pinheiro o problema foi na cozinha. Chegámos a almoçar e jantar com um alguidar em cima da mesa e o agradável som das gotas de água que se abatiam sobre o mesmo. Na nossa casa no Sobreiro tivemos um fugaz episódio de uma infiltração no hall de entrada que felizmente foi resolvida de imediato. Na casa de Quito choveu na sala, em cima do sofá, na entrada principal da casa, no quarto de hóspedes e no nosso quarto. Não aconteceu tudo ao mesmo tempo, mas foi acontecendo ao longo dos três anos que lá vivemos. Foi sempre remediado e nunca resolvido! Nesta casa, entra água no quarto da M, através do terraço do nosso quarto, que fica mesmo por cima. Depois de algumas tentativas goradas de resolução do problema, três alguidares no quarto da pequena, que sempre que chove acaba por ir dormir para o quarto que será do F, a senhoria chamou uma equipa de peritos e esta semana começaram as obras. Partiram todo o cimento que revestia o chão e retiraram o entulho. Durante três dias o pequeno F dormiu as suas sestas numa cama de viagem no quarto das brincadeiras, que fica três andares abaixo e assim o barulho quase não se ouve, pois o bater repetido da picareta no cimento não deixa ninguém indiferente. Terça- feira recomeçam e dizem que terminam na próxima Sexta-feira. Veremos se o prometido é cumprido!

domingo, 9 de março de 2014

Direitos

Esta semana estreei-me na reinvidicação dos meus direitos em grego (as aulas estão a começar a dar fruto, lol!). 
Na Sexta-feira, na secção de charcutaria do supermercado, tirei a senha com o número a que corresponderia a minha vez e como estavam duas ou três pessoas à frente, fui, dois passos ao lado, a uma ilha onde estão enchidos embalados. Escolhi o que queria e voltei-me para a parte da charcutaria. Reparei que tinha chegado uma senhora e como não sabia se o seu número era anterior ao meu, fiz um esforço para descobrir. Assim eu tinha o número 41 e a senhora o 43. Infelizmente o quadro digital com os números estava incorrecto e apercebi-me que a dita senhora estava a preparar-se para passar-me à frente. Quando terminaram de atender a cliente anterior e perguntaram quem se seguia eu respondi "Ego" (eu). A dita afirmou que era ela ao que eu respondi, mostrando a senha com o número 41:  "Ego saranda ena, eci saranda tria... Me first" . Entre o meu grego e o meu inglês disse-lhe, eu quarenta e um, tu quarenta e três, eu primeiro. Ela ainda tentou argumentar que eu estava mais ao lado e eu argumentei que as senhas com os números existem para determinar a ordem de atendimento, por isso eu deveria ser atendida primeiro (isto já em inglês, claro). Para terminar a troca de palavras, fiz o meu pedido,  zamon Le Foué, yacosia peninda gramaria, poli leptés; que é como quem diz, fiambre Le Foué, duzentas e cinquenta gramas, muito fininho. Este chico espertismo sempre me irritou!

Os gregos têm uma queda para o chico espertismo, em várias áreas da vida. Na condução é gritante, como já referi em posts anteriores. Pelo que sei alguns comerciantes têm as balanças adulteradas para que se pague uma quantia que não corresponde à quantidade que efectivamente levamos. Uma amiga portuguesa foi ao talho e pediu quantidades muito específicas de três tipos diferentes de carne para fazer um rolo e quando chegou a casa voltou a pesar e não correspondia ao peso indicado na factura. Qnando pedimos factura também há que estar atento porque quase sempre o fazem manualmente e nem sempre declaram a quantia que pagámos, escrevem um montante inferior. O fulano que nos fornece o gasóleo para a caldeira também sofre do mesmo síndrome. Na última vez que ele veio abastecer-nos eu verifiquei que tínhamos trezentos e cinquenta litros. Pedimos mil e quinhentos, o que significa que no final teríamos mil oitocentos e cinquenta litros. Como o senhor veio mais tarde do que tinha combinado e eu tinha de sair para ir buscar as manas, só pude verificar o nível do gasóleo quando regressámos da escola. Em vez da quantia esperada, estavam quase cem litros a menos, mas eu juro que o contador dele marcava mil e quinhentos! A conclusão é fácil de tirar. Da próxima vez fá-lo-ei vir comigo ver o nível de gasóleo antes e depois.