domingo, 24 de maio de 2015

Modo toca a despachar

Há semanas que passam tão a correr que quando damos por elas, já quase terminaram. Esta foi uma dessas, tudo aconteceu em modo toca a despachar. Pontos altos foram as conferências na escola das manas, um baptizado e a confirmação da inauguração da época balnear. 
As conferências foram muito personalizadas, cada uma das manas apresentou o trabalho que desenvolveu ao longo do ano, realizámos alguns jogos e actividades, tudo a um ritmo frenético, pois normalmente são três horas a cada aluno, mas seria impossível arrastar o pobre F por seis horas de conferências, mesmo que em dias separados. No final estávamos tão cansados, que optámos por ficar em casa tranquilos. Nem uma  possível ida à praia nos desencaminhou. 
No dia seguinte, não resistimos ao apelo do mar e mesmo com o céu um pouco nebulado, lá fomos dar um mergulho. As manas sempre na água, o F é mais areia e chapinhar. 
No Sábado fomos a um baptizado e lá nos empiriquitámos para a ocasião. Mais uma vez testemunhámos as tradições da igreja ortodoxa e não pudemos deixar de sentir pena da bebé, a quem mergulharam três vezes, completamente nua, numa pia baptismal cheia de água e azeite. Depois de recuperar do choque, pois nenhum bebé está preparado para tal mergulho, a menina lá se animou para a festa. 
Por fim, neste final de semana, voltámos à praia  e demos por inaugurada a época balnear. A água ainda não está na temperatura sopa, mas já está bem simpática e o sol já aquece, mas ainda não derrete (felizmente).
O próximo fim de semana é prolongado e planeámos dar um pulo à ilha de Kea. Estamos ansiosos por três dias de muito sol e mar!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Stresses de gaja

No passado fim de semana, perguntei ao P se este Verão não tínhamos nenhum casamento ou baptizado, já que todos os Verões temos sido convidados para eventos dessa natureza. Como quem não quer a coisa, o P disse que sim, que um colega convidara-nos para o baptizado da filha. Perguntei a data, não sabia, tinha de ver. Na Segunda-feira envia-me um mail com a data e local e adivinhem.... o baptizado é no dia 23 deste mês, no próximo Sábado!!!! Isto não se faz a uma gaja!
Felizmente será possível reciclar os vestidos, camisas e calções utilizados no Verão passado, senão como vestiríamos três crianças da cabeça aos pés, com um único Sábado disponível!

Ainda por cima o Sábado disponível está indisponível para ir às compras. A escola das manas realiza a Spring Fair, uma espécie de festival das várias nacionalidades.  Eu e a outra mãe portuguesa tínhamos decidido que não iríamos fazer uma mesa de Portugal, mas ontem a A desafiou-me a fazer uma sobremesa típica, para juntar ao prato principal que ela entretanto decidiu fazer, para que o nosso país esteja representado na mesa internacional. Depois de alguma pesquisa encontrei uma sobremesa típica da zona de Leiria, de amêndoa e ovos e com a ajuda da minha amiga Bimby (passo a publicidade), Sábado de manhã vamos pôr mãos à obra. Já fiz os palitos com as bandeirinhas de Portugal e a lista de ingredientes a comprar. Escusava de ter sido tudo à última hora, mas assim obriga-me a fazer algo menos complicado e rápido. Depois partilho as fotos.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A vida traz e leva

Há um ano atrás, por esta altura, a nossa vida estava na paz dos deuses. O ano lectivo quase a terminar, os planos para o Verão eram, cada vez mais, o tema de conversa. De repente, a vida trocou-nos as voltas e tudo levou um rumo impensável:  despedimo-nos para sempre de uma das pessoas mais importantes das nossas vidas. Ficou um vazio muito grande, uma ausência muito sentida e verbalizada, uma situação muito difícil de aceitar. O tempo ajuda a atenuar a raiva, ajuda a deixar de tentar perceber porquê, porque não há razão, mas não diminui a saudade. Além de nos ter levado a nossa B, a vida roubou-nos uma certa inocência ou ingenuidade, se acreditávamos que tudo ía correr quase sempre bem, passámos a recear que muita coisa possa correr mal. As manas, sobretudo a M, fala frequentemente da morte e diz, repetidamente, que não quer morrer. Ontem, depois de mexer numa recarga já vazia de um produto anti melgas e de a C lhe ter dito que era venenoso, ficou cheia de dores de barriga. Foi preciso o P mexer no dito produto e mostrar-lhe que estava tudo bem, para ela ficar tranquila e sem dores de barriga. A C, há uns meses atrás, participou numa actividade da escola em que podiam perguntar à Máquina de Escrever Mágica que existe na Central Sation em Nova Iorque o que quisessem. Cada um escreveu uma carta e ontem chegaram as respostas. A pergunta da C era precisamente quando íria morrer. 
Entristece-me que as minhas filhas tenham estas preocupações, porque na idade delas normalmente pensamos em viver, brincar, brincar e brincar.