segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Destaques de Dezembro

Neste mês especial destaco vários acontecimentos. Uns já tiveram lugar e quantos aos outros espero ansiosamente o dia em que se cumpram.
 
6 de Dezembro - Celebração da Fundação da Cidade de Quito em 1534
 

Matilde como bandarilheira (versão light, pois apenas fez cócegas ao touro)
 
 
 
 
11 e 12 de Dezembro - Venda de bolos de Natal, organizada pela Associação de Pais
 
 Companheiras de guerra
 
 
 
13 de Dezembro - Concerto de Natal do primeiro ao sexto ano
 
 
 
Por acontecer: concerto de Natal dos mais pequeninos, férias em Portugal, aniversário conjunto, meu e da M, celebração do Natal e do Ano novo. Haverá mês que nos encha mais o coração ao longo do ano?!
 
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mar Alto

As estradas deste Equador, embora estejam sem dúvida a melhorar a olhos vistos, ainda deixam muito a desejar, não só pela falta de alternativas, como também pelo estado em que algumas se encontram. Nesta época de chuva, uma das estradas que eu mais frequento, a Interoceanica, apresenta um piso com incontáveis altos e baixos, desníveis, etc. Chove, há um buraco, remenda-se (e mal) o buraco; mais à frente há outro buraco e faz-se o mesmo, em vez de por um tapete completamente novo. A sensação que temos ao conduzir e viajar nesta estrada é quase identica a uma viagem atribulada em mar alto, devido à constante "ondulação". Estou convencida que o meu bebé crê que vivemos num barco e que, pelo menos três vezes ao dia (quando vou levar e buscar as manas a escola), o mar fica muito agitado!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Interlúdio cómico

Enquanto lanchavamos esta tarde, diz-me a M:
- Mãe, quero que me contes uma história, mas uma inventada por ti.
Eu, que acabara de acordar de uma sesta, certamente induzida pelo meu estado de gravidez, respondi-lhe:
- Não sei se agora consigo!
Ela olhou para mim seriamente e afirmou:
- You can do it!
 
Adorei!
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Tristes notícias do nosso Portugal

Há umas semanas atrás chegavam-nos notícias de números horrendo referentes ao número de crianças que chegavam à escola com fome, cerca de  dez mil. Parece que foram tomadas algumas medias para melhorar a situação, mas é muito triste que as crianças cheguem à escola sem comer, que as únicas refeições garantidas e minimamente decentes sejam as que comem na escola e, pior ainda, que as crianças levem para casa um pouco da refeição a que têm direito na escola, para partilhar com a família. Ao que nós chegámos!
 
Hoje, lendo o Expresso, deparo-me com a notícia que se segue.

Crianças preocupadas com os pais pedem ajuda

A crise não escapa aos olhos das crianças. Filhos estão a ligar para a linha SOS Criança preocupados com a situação laboral dos pais.

18:20 Sexta feira, 7 de dezembro de 2012



O SOS Criança está a receber telefonemas de crianças preocupadas com a "instabilidade do mundo laboral dos pais" devido à crise, disse hoje à agência Lusa o coordenador do serviço, Manuel Coutinho.
"As crianças têm noção da realidade e vão começando a ver que os pais dos colegas estão desempregados, que as situações começam a chegar a um limite" e temem que o mesmo aconteça à sua família, adiantou o psicólogo e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC).
Manuel Coutinho adiantou que estes relatos estão a chegar com "mais expressão" ao serviço do Instituto de Apoio à Criança, que ao longo de 24 anos atendeu mais de 77 mil chamadas telefónicas, a maioria de apelos de crianças em risco, maltratadas, abusadas sexualmente e desaparecidas.
"Eu gostava que a crise fosse mais um problema dos adultos e não um problema que chegasse às crianças", disse o responsável pelo serviço, desejando ainda que "todos os adultos do país contribuíssem para que as crianças não fossem novamente vitimizadas por esta situação de carência".
Há frente do serviço há mais de duas décadas, Manuel Coutinho disse que não esperava "nos tempos breves" assistir ao "síndroma do mundo mau, que aflige hoje as crianças.

Pessoas aflitas e em sofrimento


"Era algo que eu achava que nos tempos breves nunca iria acontecer, mas infelizmente aconteceu porque o mundo está muito difícil de gerir e as pessoas estão muito aflitas e muitas delas em sofrimento grave", adiantou.
Para ultrapassar esta situação, o responsável disse que os portugueses devem estar todos solidários e perceber como podem "ajudar e tranquilizar o mais possível estas crianças".
O telefone do SOS Criança é hoje considerado "pela maioria das pessoas um serviço de primeira necessidade". Ao serviço têm chegado chamadas de utentes a perguntar para onde podem orientar os seus bens para ajudar instituições de solidariedade.
Contudo, lamentou, não têm aparecido casos concretos de adultos a apresentarem casos de famílias em situação de maior de vulnerabilidade e fragilidade que possam colocar em risco as crianças.

Situações de risco e negligência


Para o psicólogo, era desejável que os portugueses começassem a apresentar estes casos às instituições de forma a ajudar as crianças e evitar que passem por situações de risco e negligência. "É bom que a sociedade esteja alerta para que possamos chegar mais rápido aos que mais necessitam", acrescentou.
O serviço telefónico SOS-Criança (116111) recebeu este ano 2554 chamadas, a maioria relacionada com crianças em risco, negligência, maus tratos e abusos sexuais, além de muitos jovens que ligam para o SOS-Criança para desabafar e apresentar os seus problemas.
Criada em 1988, o SOS-Criança é um serviço anónimo e confidencial, de apoio às crianças e familiares, que pretende dar voz aos mais jovens, promovendo e defendendo os seus direitos.
É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/criancas-preocupadas-com-os-pais-pedem-ajuda=f772342#ixzz2EQEEuP5M


Tudo isto trouxe-me à memória uma parte da letra da canção Dear Mr President, de Pink:

Dear Mr President
(...)
How can you say  No child is left behind!
We're not dumb and we're not blind
(...)
How do you sleep while the rest of us cry?
(...)
How do you walk with your head held high?

Can you even look me in the eye?
(...)


Caro Sr Presidente
(...)
Como pode dizer que nenhuma criança é deixada para trás?
Não somos estúpidos nem cegos.
(...)
Como pode dormir enquanto todos nós choramos?
(...)
Como pode andar com a cabeça erguida?

Consegue olhar-me nos olhos?
(...)

No nosso caso, como não temos um sistema presidencialista, a mensagem é extensível também e sobretudo ao governo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dias Positivos

Há dias que são tão positivos que nos enchem as medidas. Na passada Sexta-feira, começámos por uma celebração especial na escola das manas, o dia de Cuddle up and Read (Aninha-te e lê). Foi um dia deferente, pois além de irem de pijama e puderem levar o seu boneco e livro preferido, ao longo do dia foram-lhes lidas diversas histórias e contos. De repente alguém entrava na sala de aula e passava a ser hora de se aninharem e lerem ou escutarem alguém ler. Fui uma das sortudas que pôde partilhar esta experiência, sendo que fui ler uma história à turma da C.
 
No final do dia, o nosso jardim encheu-se de cerca de quarenta pessoas, que, num lindo gesto de solidariedade, se uniram para ajudar um colega de trabalho que está a passar por uma situação de saúde bastante complicada. Refiro-me ao colega do P, já mencionado num post anterior. Grelharam-se espetadas, salsichas, hamburgueres que se venderam a preço simbólico. Sortearam-se diversos prémios doados por diferentes colegas, para os quais foram vendidas rifas. Várias pessoas aventuraram-se a cantar no karaoke e no fim deu-se a excelente notícia ao alvo de todas estas actividades. Desconhecendo por completo que tudo havia sido feito para ele, emocionou-se bastante, bem como os presentes. Foram angariados cerca de cinco mil dólares, que certamente vão ajudar esta família na luta que ainda têm pela frente.
 
Este sim, foi um dia positivo!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Crónica de uma mulher insuflada

Esta história de estar grávida faz-me sentir como um daqueles bonecos insufláveis que pouco a pouco vamos enchendo, até atingir o limite, ou seja, no meu caso, as quarenta semanas de gestação.
 
Primeiro, ainda com pouco ar, o boneco é facilmente manejável, dobra-se, volta à forma anterior e ainda é possível fazer o que se quer dele. Se estendermos esta analogia aos primeiros meses de gravidez, no início sentia que podia fazer o que quisesse, não me sentia muito cansada, o meu corpo era manejável.
 
Vamos enchendo o boneco e as suas formas redondas tornan-se cada vez mais evidentes e rígidas, impedindo alguns movimentos mais bruscos ou radicais. É precisamente esta a fase em que me encontro. Esqueço-me que tenho esta barriga insuflada e imagino que consigo fazer tudo o que há cinco meses atrás me era muito fácil. Mas não, isto de saltar da cama quando toca o despertador já não é bem assim, porque há que fazê-lo mais lentamente e de lado, para a criança não sofrer um atentado logo de manhã cedo. Subir e descer escadas não é difícil, apenas há que fazê-lo moderadamente, não como se estivesse a treinar para uma maratona, senão o resultado é um inchaço generalizado das pernas e pés. Dar banho à M passou a ser feito de joelhos e secar o cabelo à C, já só consigo sentada numa cadeira, quando o dia foi fisicamente mais exigente.
 
 Vamos ver como será nos últimos meses, em que lentamente sopramos os últimos fôlegos de ar, que permitirão ao boneco insuflável atingir a sua forma plena, bem cheinho e redondinho.
 
De resto, o facto de estar insuflada continua a obrigar-me a dormir mais horas do que habitual e uma vantagem em relação ao boneco, é que eu não estou apenas cheia de ar, eu tenho cá dentro um crianço que se mexe a toda a hora, relembrando-me a todo o instante a sua fantástica presença. ;)

sábado, 24 de novembro de 2012

A bom ritmo

Esta semana aconteceu a uma velocidade vertiginosa. Ainda ontem era Segunda-feira e hoje já é Sábado.
De Segunda a Quinta decorreu a Feira do Livro na escola das manas e a Associação de pais (PTO) esteve muito envolvida não só na venda e reserva de livros, como também, numa muito bem sucedida venda de bolos, salgados, chá e café, a que chamámos Book Fair Cafe. Estive de serviço todas as manhãs, das 8:00 às 12:00, sobretudo no Cafe. Alunos e professorescompravam tudo, desde cupcakes, brigadeiros, o nosso salame de chocolate, sandes, etc. Todos os produtos eram caseiros, generosamente cozinhados e doados por várias mães, membros do PTO.
 
Na Quinta-feira a comunidade americana celebrou o Dia de Acção de Graças e para dar-lhe um maior significado, o PTO promoveu uma recolha de alimentos não perecíveis para doar a um Albergue de pessoas sem abrigo de várias idades. A escola participou activemente e na Sexta-feira, eu e outra voluntária fomos de sala em sala recolher os produtos. Nunca imaginámos que a quantidade fosse tão grande e que teríamos de subir e descer tantas vezes as escadas dos diferentes pisos. É uma pena que nestas coisas muitas pessoas estejam muito entusiasmadas com os projectos, mas na hora de trabalhar nunca podem, estão sempre ocupadas!

Ainda na Sexta-feira, participei no almoço de Thanksgiving da turma da C:pôr a mesa, dar graças,  servir comida, comer  o típico peru, purá de batata, tarte de abóbora e tarte de maçã; e no fim arrumar tudo em conjunto com outras mães.

Depois das três, fomos para casa de uma colega da C, onde estavam outras colegas e respectivas mães. Um lanche de quesadillas mexicanas e muita conversa. Para finalizar o dia, jantar em casa de um colega do P, que terminou à meia.noite e meia. Que tareia!
 
Hoje primeira festa de aniversário do fim-de-semana. As manas passaram literalmente duas horas dentro da piscina e as mães deliciadas com diversos petiscos da cozinha árabe. Amanhã as manas estão convidadas para uma festa de aniversário com SPA. Pergunto-me quem precisará mais do SPA, as crianças ou as mães?!