quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Adaptação à escola

Dia 1 - a coisa não correu nada bem, essencialmente berrou durante uma hora e meia!
Mais tarde, já em casa, disse-me que um menino estava a brincar com plasticina, outros pintavam. Quando lhe perguntei por que razão não se juntou aos meninos a fazer as coisas que tanto gosta, respondeu-me que tinha medo. Prometeu que amanhã será uma valente.
Dia 2 - já correu um pouco melhor, chorou apenas quando a mamã se despediu. No regresso a casa contou-me que brincara com uns bombeiros. Segundo as professoras esteve sobretudo a observar.
Dia 3 - ainda no carro disse-me: "queo ir pa caja, dá-me a chaves e eu vou a conduji, o pai já ensinou-me", imagine-se! Contudo, apesar de ter chorado bastante ao despedir-se da mamã, participou em algumas actividades e integrou-se um pouco mais. Estamos no caminho certo.
Dia 4 - hoje foi de facto o primeiro dia de escola a sério para a M. Ficou a manhã toda, participou em todas as actividades, brincou, lanchou e qaundo a fui buscar estava a pintar com a sua cor preferida Benfica, isto é, vermelho, e recebeu-me de braços abertos e um grande sorriso. Way to go, girl!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Estamos de volta

Depois de 16 dias de Portugal, que sabem sempre a pouco, estamos de volta a Quito.
Foram duas semanas muitos intensas com algumas estreias para as pequenas.
Primeira ida ao cinema da M, no dia do seu aniversário, momentos de riso e alegria e outros de pânico em que se ouvia numa sala às escuras uma vozinha que gritava "Queo ir pa casa!", quando aparecia a bruxa má.
Ida ao circo com direito a leões, cavalos, camelos, tigres, trapezistas, ilusionistas, palhaços - já as tínhamos levado ao circo, em Basileia, mas como era um circo amador, cujos protagonistas eram crianças e jovens, desta vez o impacto foi diferente... adoraram!
Natal em família, com direito a Pai Natal no meio de um corte de luz (estratagema adoptado pelos adultos da família para que a fantasia se prolongue mais um ano pelo menos).
Festa das princesas para comemorar o terceiro aniversário da M. Na festa reunimos não só a família e os amigos de Portugal que já há muito tempo fazem parte das nossas vidas, mas também amigos mais recentes que começaram a fazer parte das nossas vidas na Suiça. Tal como eu tinha dito à C há uns meses atrás, Portugal é para onde todos voltamos e onde todos nos reencontramos.



Cumprida a primeira semana, estávamos bem cansados mas de coração cheio de mimos e abraços de todos os que partilharam estes dias connosco.
A segunda semana foi mais calminha, ficámos mais por casa, o P jardinando e as catraias dando uma ajudinha de vez em quando ou nem por isso!
Depressa chegou o Ano Novo, despedimo-nos de 2010 em família e demos as boas vindas ao novo ano entre família e amigos.
No dia seguinte iniciámos a longa viagem de regresso. Digo longa pois, para começar bem, no aeroporto de Lisboa o voo atrasou cerca de três horas e meia e em Guayaquil quase duas horas, por isso desta vez passámos mesmo um dia inteiro a viajar.
Confesso que também foi bom regressar, tudo aqui já é familiar e neste momento esta também é a nossa casa, a nossa vida é aqui. O que não quer dizer que às vezes não custe.
Tal como Basileia, Quito também já faz parte de nós.
Hoje retomámos as nossas rotinas, escola, trabalho, supermercado, mas há uma novidade: amanhã será dia de mais uma estreia, a M vai começar a escolinha. Ficou radiante quando lhe deram o uniforme (apesar das cores, laranja e azul!), mal chegámos a casa quis logo vesti-lo e ainda não o despiu. Vai levar a lancheira vermelha da Minnie que os avós lhe ofereceram e está entusiasmada.




Eu estou com um nó na barriga, ansiosa, receosa... afinal de contas a minha bebé está mesmo a ficar crescida. A directora dizia-me esta manhã que EU terei de ser forte, pois ela vai ficar bem. Vamos ver como corre.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Destino: Lisboa, Portugal

Terminou a contagem decrescente!
Daqui por quatro horas partirá o avião da Iberia que nos levará até Madrid e depois Lisboa, com a Easyjet, claro, não podemos abandonar os velhos amigos.
De acordo com o previsto sairemos de Quito às 18:45, ou seja, 23:45 hora de Lisboa e chegaremos amanhã às 17:40 ao aeroporto da Portela. Cerca de 18 horas em viagem... fantástico, mas vale bem a pena.
Até já Lisboa!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Contagem decrescente

Como diria a C, faltam três dias para comerçarmos a nossa viagem de regresso a Portugal para um Natal ainda que mais frio, bem mais aconchegante. Na próxima 5ª feira deixamos Quito rumo a Lisboa!
Já não falamos de outra coisa nesta casa, já não planeamos outra coisa. Eu só penso em malas, roupa, sapatos, botas e presentes, claro. Como sempre consiste em enfiar o Rossio na Rua da Betesga. Na minha perspectiva há sempre um milhão de coisas que poderão ser necessárias, na perspectiva do P, cerca de um terço, por isso acabo por levar dois terços do inicialmente previsto.
Depois de horas a embrulhar cuidadosamente (com aquele plástico que tem bolhas) os presentes, consegui encafuar quase todos em duas malas de mão - fico sempre espantada com esta crença que desenvolvi nos últimos três anos: uma mala é como um coração de mãe, há sempre lugar para mais um!
Este ano para além do habitual, estão incluídos na nossa bagagem itens menos comuns, tais como uma piñata de que a M não abria mão para a sua festa de aniversário, pratinhos, copinhos, toalhas para a festa das princesas, pequenas peças de artesanato, lenços, echarpes, malas e malinhas, Panama Hats, que afinal são echos en Ecuador, enfim... coisas que por aqui se fazem e nos permitem levar um pouco desta casa para a nossa casa de sempre, (com excepção dos artigos para festa com o tema das Princesas da Disney, mas que não posso deixar de levar daqui pois os preços são bem mais interessantes).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fim de semana em Mindo

A escassos 90 km de Quito - o que aqui significa duas horas de viagem - fica Mindo, uma zona de grande beleza natural, no meio de bosques nublados, uma espécie de floresta tropical, mas sem a bicharada que nos pode deixar de recuerdo dengue ou malária.


Ficámos em Mindo Lago, uma pequena estância, mesmo no meio da floresta, com um pequeno lago em redor do qual estão distribuídas as cabanas que servem de alojamento.




Havia a possibilidade de andar num pequeno barco no lago e claro que a pequenada ficou fã!






No Sábado, depois de bom almoço, explorámos um pouco a zona, demos uma espreitadela ao rio, que se podia descer em cima de umas câmaras de ar. Não nos pareceu boa ideia dada a grande probablidade de a M poder ser cuspida em algum encontro imediato com uma rocha de maior dimensão, também pelo facto de a K, mãe da família que nos acompanhou na aventura, estar grávida e porque a água estava bem fria! Fica o registo fotográfico a desafiar-nos para uma próxima visita.


Em seguida, fomos experimentar um pouco de adrenalina, canopy como dizem aqui por estes lados, ou slide como se diz na nossa pátria, mas não em bom português!

Adorámos, as pequenas não tiveram medo nenhum e quiseram repetir no dia seguinte.





À noite, de regresso a Mindo Lago, pelas 19:00 assistimos a um concerto de rãs, com direito a uma breve explicação e uma interessantíssima tour nocturna pela selva, junto ao alojamento, onde pudemos ver e ouvir vários tipos de rãs, sapos, aranhas, à luz de lanternas. Fantástico!

No Domingo, partimos em busca de uma cascata. Caminhámos cerca de meia hora selva adentro, mas por trilhos já existentes claro. Atravessámos uma ponte de segurança duvidosa e acabámos por alcançar o objectivo. Estafados, nem sabemos muito bem como conseguimos regressar, pois o caminho de volta foi sempre a subir.












As pequenas não resistiram a mais uma voltinha, ou melhor, duas, no slide; após o que, ainda fomos visitar um Mariposario, onde pudemos ver as várias fases da vida de uma borboleta e segurar algumas delas na ponta dos dedos.

Fim de semana em cheio. Obrigada à K, à G, à C e ao R pelo convite e a excelente companhia.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Boas surpresas matinais

Eu e o P, aficionados que nos tornámos dos Blackberries, assim que acordamos pegamos nos ditos cujos para ver os novos emails, espreitar o que se passa no Facebook (no meu caso, pois o P não tem acesso eh, eh, eh), enfim saber as novidades.
Há dias especiais em que um mail nos enche de alegria. Hoje foi um desses dias, despertámos com novidades enviadas por uma família muito amiga que está sempre connosco, os A de Mafra. Estes amigos estão grávidos, à espera do terceiro filhote e convidaram-nos para padrinhos! Como na semana passada eu pedira à mamã C que tirasse umas fotos à barriguinha que já se começa a notar, ela fez-me a vontade e presenteou-nos hoje com as mesmas. Eu que adoro tudo o que tenha a ver com gravidez e bebés fiquei rendida. Mas uma das fotos deixou-nos aos dois babados. Então não é que em volta do umbigo da mamã desenharam uma Happy Face e escreveram "Olá Padrinhos"! Alguém resiste a uma coisa destas?!
Obrigada mamã C, pai J, B e D.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Surreal

Por vezes acontecem-nos coisas na vida que parecem pertencer a um dos episódios dos Apanhados. Na semana passada, ía o P a conduzir de manhã para o trabalho, pára num sinal vermelho e começa a escutar o carro imediatamente ao lado a buzinar veementemente. O P olha e para seu espanto o condutor do outro carro estende-lhe uma gravata para a janela e começa a dizer "gravata, gravata", pedindo ao P, através de gestos, que lhe fizesse o nó da gravata!
O P nem queria acreditar que pudesse ser verdade, pensou inclusivamente que pudesse ser uma forma de assalto, em que a gravata contivesse um produto que por contacto nos faz perder os sentidos (técnica muito popular por estas bandas); mas depois olhou para o condutor, que tinha bom aspecto, bem vestido, olhou para a mulher sentada ao lado do mesmo que parecia implorar com o olhar que o ajudasse e decidiu fazer o dito nó, mas por precaução marcou o meu número no telemóvel não fosse o diabo tecê-las!
Então, num ápice o P viu-se de gravata ao pescoço, a fazer um nó o mais depressa que conseguia, pois a qualquer momento o sinal passaria a verde. Devolveu a gravata com o nó feito e arrancou. Quando chegou ao escritório e contou aos colegas o que se passara, todos se admiraram... surreal.