quinta-feira, 3 de maio de 2012

Book Swap

Pela segunda vez neste ano lectivo, a associação de pais da escola da C e da M levou a cabo o Book Swap, troca de livros usados. A ideia é cada pessoa levar um livro ou livros e receber em troca um número equivalente de cupões, que poderá utilizar para tocar por outros livros. Quem não tem livros para trocar, pode comprar qualquer exemplar por cinquenta cêntimos. Inacreditável, não?!
É uma iniciativa com uma adesão fantástica de alunos, professores e pais. Além dos fundos que gera para a Associação (sempre muito necessitada) é gratificante ver a alegria de todos os que levam um livro ou vários.
Cá em casa levámos doze livros para troca e trouxemos uns vinte. É quase viciante, dá vontade de não parar de escolher.
Para além da Feira do Livro, que também se realiza, este evento é uma excelente forma de ter acesso a livros "novos", por um preço fantástico. Seria bom que mais escolas aderissem à ideia, sobretudo numa época em que há que fazer alguns cortes orçamentais!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Que nervos!

O 1º de Maio, desde que eu me lembro, sempre foi um feriado importante, símbolo da luta dos trabalhadores. Neste dia, em honra dos mesmos trabalhadores, com excepção de alguns restaurantes, todo o comércio encerrava. Para meu espanto, este ano, duas poderosas cadeias de  hiper e supermercado resolveram inverter as regras do jogo e, segundo algumas notícias, "convencer" alguns trabalhadores a não respeitar o feriado e ir trabalhar. Para além de condenar a atitude dos manda-chuva do sector, enerva-me solenemente que as pessoas/clientes tenham ajudado à festa e tenham ido aos supermercados em causa! Que nervos!!!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Granja del Tio Mario

Ontem, eu e a avó B tivemos o privilégio de acompanhar a turma da M à quinta do tio Mário. Foi uma visita de estudo divertida, ternurenta e cheia de experiências inesquecíveis. Sendo que estão a estudar as coisas vivas e não vivas, foi uma excelente oportunidade para mexer, pegar em vários animais (vivos!). Ao mesmo tempo, mostraram ser pequenotes que gostam de experimentar coisas novas, sem medos (ser open minded and risk takers, dois dos perfis que a escola valoriza). 

Primeira paragem - coelhos. Puderam pegar-lhes ao colo, fazer festinhas e dar-lhes cenouras.




Segunda paragem - lamas. Também lhes deram comida e fizeram muitas festinhas.




Terceira paragem - burro e vitela. Reparem bem na ternura que são estes dois animais, o primeiro com três semanas e a segunda com uma semana. O burrinho parecia um peluche e a vitelinha até mamou num biberão gigante.






Quarta paragem - porcos. Todas as crianças tiveram a oportunidade de dar leite aos porquinhos. Que delícia!



Quinta paragem - galinheiro. Entraram no galinheiro, viram os ovos que tinham sido postos nesse dia e depois puderam pegar numa galinha e a guia até a colocou na cabeça de cada um deles.



Sexta paragem -  tartarugas. A criançada sentiu como é dura a carapaça deste animal e jogou um jogo, em que a tartaruga passava por baixo das pernas da miudagem.



Deram uma voltinha de cavalo....


andaram de tractor ...

 visitaram a senhora vaca...


e todos a ordenharam.


Foi uma manhã em cheio, tão repleta de experiências e emoções, que alguns dos pequenotes adormeceram no autocarro. A nossa piolha adormeceu no carro, a caminho de casa. Quando chegámos, deitei-a na minha cama e dormiu quase duas horas!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Era uma vez um cravo

No dia de hoje fala-se de revolução, cravos e liberdade.

Era Uma Vez Um CRAVO, é o título de um livro escrito por José Jorge Letria, para assinalar o 25 de Abril, patrocinado pela Câmara Muncipal de Lisboa e publicado pela primeira vez em 1999. Como apenas imprimiram 2000 exemplares, poucos o conhecem, o que é uma pena. Esta história contada em verso sobre um cravo de Abril é uma excelente forma de dar a conhecer às crianças como foi o dia da revolução e as mudanças que daí resultaram. Cruzei-me com um desses exemplares há cerca de cinco anos, na Biblioteca Municipal de Mafra, numa das visitas semanais que partilhava com a C. Lêmo-lo e encantou-nos. Mais tarde falei sobre ele com uma amiga, a S, que além de também gostar muito de ler, ama a revolução, a liberdade. Para meu espanto ela tinha um exemplar do mesmo e ofereceu-nos uma cópia encadernada. Obrigada S!
Hoje não podíamos deixar de o reler e aqui ficam alguns excertos: 

Era uma vez um cravo
nascido no mês de Abril (...)

Mas era um cravo triste
porque triste era o país
e a sua tristeza ía
do caule à raiz (...)

Mas nessa noite acordou
ao ouvir na telefonia
uma música bonita
que anunciava alegria

Um cantor chamado Zeca
dizia no seu refrão
que era tempo de amizade
com um travo de emoção

E esse cravo de Abril
ouviu marchas militares
e viu sair os soldados
entre vivas e cantares (...)

[A D. Floripes] vinha de mãos vazias
e algo queria oferecer
aos soldadinhos valentes
que a faziam renascer

Foi então pegar no cravo
que estava ali a espreitar
e foi pô-lo na espingarda
que trazia um militar (...)

Era um cravo de paz
em arma de fazer guerra
era a flor desejada
para enfeitar esta terra (...)

E o cravo desta história
que aqui se encontra rimada
foi o símbolo da festa
nascida de madrugada (...)

E o cravo desse Abril
lá ouviu na telefonia
de novo a voz do Zeca
com uma nova melodia

Era a nova melodia
de um Portugal já mudado
traz outro amigo também
com um cravo engalanado (...)

E esse cravo de Abril
renasce todos os anos
com o aroma dos afectos
para fazer novos planos

E no fundo para lembrar
que Abril não acabou
pois não é só uma data
mas o futuro que começou (...)

Era uma vez um cravo
numa história sem idade
e eu ao lembrá-lo em verso
escrevo sempre Liberdade

Que continuemoa a escrever Liberdade todos os anos, todos os meses, especialmente em Abril!

sábado, 21 de abril de 2012

36º Festival internacional

Bem vindos ao stand de Portugal no 36º Festival Internacional da Academia Cotopaxi!

Tivemos muitos visitantes e as nossas iguarias foram vendidas em duas horas. Se mais houvesse, mais se vendia! Os brasileiros, que, tal como nós, adoram bacalhau foram os nossos principais clientes dos pasteis de bacalhau. Uma senhora, depois de comer um pastel de nata, disse que saboreara cada dentada. Alguns repetiram e outros levaram em maior quantidade para casa. Com cada compra era entregue um panfleto com algumas curiosidades sobre o nosso país, várias pessoas demoraram-se a ver as fotografias e outras fizeram-nos perguntas sobre os diversos lugares apresentados.

Cerca da uma hora começou a chover torrencialmente e como já tínhamos vendido tudo, arrumámos a trouxa e... casa. 





sexta-feira, 20 de abril de 2012

In opera

Nas últimas semanas, temos andado a preparar a representação de Portugal no Festival Internacional da escola da C e da M. Este ano vão estar presentes vinte e duas nacionalidades, vão realizar-se várias apresentações de dança, mas o grande forte são as comidas típicas de cada país.
Aproveitando a presença da avó B, aventurámo-nos na confecção de pasteis de bacalhau e pasteis de nata. Assim, no passado fim de semana passámos algumas horas fazendo os referidos pasteis de bacalhau, deixámos tudo congelado e amanhã às 5:30 começaremos a fritá-los para que estejam bem fresquinhos; também experimentámos fazer massa folhada, para os pasteis de nata e acabamos por fazer uma fornada dos mesmos, para saborear o resultado. Depois do estágio culinário, que obteve um bom resultado, hoje voltámos a fazer duas doses de massa folhada e amanhã pela fresca faremos cerca de trinta pasteis de nata e cinquenta/sessenta pasteis de bacalhau.
Para além do referido, já estão a postos toalhas de mesa verdes e vermelhas, pratos e guardanapos verdes, bandeirinhas de Portugal, fotos A4 de alguns dos nossos lugares e monumentos mais emblemáticos e um galo de Barcelos. Numa noite inspirada, fizemos um poster com imagens de algumas coisas típicas portuguesas, como por exemplo, o vinho do Porto, os azulejos, a filigrana, o mar, o surf, os bordados, o fado, entre outos, e ainda, um panfleto com alguns factos sobre Portugal e os portugueses, baseado no célebre power point intitulado What the Finns should know about Portugal . O poster foi convertido num roll up de 2x1,20m e o panfleto será oferecido a quem comprar os nossos pasteis.
A máquina fotográfica está já preparada para registar o evento, a fim de que o orgulho que sentimos em mostrar um pouco de Portugal possa ser partilhado convosco.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Contrastes

Ainda no rescaldo das inúmeras viagens que fizemos durante as férias da Páscoa, não posso deixar de partilhar duas fotografias que ilustram como o Equador pode surpreender-nos., no que diz respeito à venda de  bens de consumo essencial.


 
Talho ambulante à porta do mercado em Pujili, a caminho da lagoa Quilotoa
(Resta acrescentar que a foto foi tirada já no regresso, o que significa que a carne esteve exposta a tudo o que queiramos imaginar durante várias horas)



Pequena mercearia, no centro histórico de Quito. Apesar do bacalhau pendurado à porta não se iludam, pois é bem diferente do nosso, quer no aspecto quer no sabor. Lá dentro a organização é baseada no conceito tudo ao molho e fazer compras nesta pequena loja será algo semelhante ao que fazemos quando tentamos procurar a personagem nos livros Onde está o Wally?


Contudo, numa breve ida a um centro comercial entramos noutro mundo, onde encontramos as melhores lojas, das melhores marcas a preços impraticáveis, claro!