terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Modo Adeus Fraldas

Cá por casa, nos dias que correm, os maiores motivos de celebração têm sido as tentativas bem sucedidas do F de fazer xi-xi no bacio. Quando o petiz alcança o objectivo, a mãe diz "Viva!", e conta aos restantes membros da família, para que o pequeno continue no bom caminho. Pela terceira vez na minha vida de mãe, estou em modo adeus fraldas e espero que corra tão bem como nas duas vezes anteriores. Deixar as fraldas é uma grande conquista e um grande sinal de autonomia. Além disso, também significa que o nosso bebé está crescido... 

Por falar em  algo que já fizemos várias, é digno de registo que no passado dia catorze de Fevereiro eu e o P celebrámos o Dia de São Valentim pela vigésima sétima vez! Não, não estamos velhotes, estamos juntos há muito tempo!!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Magia côderosa

Há algumas semanas atrás, dei conta do desafio que lancei aos nossos amigos:  em vez de trocarmos presentes no aniversário da M, trocaríamos doações para a APLAS (Associação Princesa Leonor Aceita e Sorri). Os amigos aceitaram o desafio, a família também aderiu e no final da festa tínhamos uma antiga caixa de sapatos, devidamente forrada com papel cor de rosa e autocolantes alusivos a princesas, cheia de envelopes de e para todas as famílias presentes (e algumas ausentes também). Durante a semana que se seguiu ainda nos chegaram envelopes de amigos que não podendo estar presentes na festa, não quiseram deixar de participar. As doações ficaram guardadas na caixa até ao dia 5, data em que as voluntárias regressavam ao trabalho na associação. Nesse dia, eu e a pequenada rumámos até Cobre, em Cascais, para as entregar. Levámos também os postais que eu e as manas tínhamos decorado e onde todos escrevemos mensagens. Fomos recebidos, de forma calorosa,  por duas voluntárias que nos mostraram a associação e em especial a sala onde guardam os alimentos que mensalmente são doados às famílias que necessitam, pois segundo a voluntária R, as que precisam de ajuda precisam muito. Mostraram às manas o livro da Princesa Guerreira que acabámos por trazer para casa, as t-shirts da associação, os aneis com a oração do Pai Nosso, os diversos produtos que se encontram disponíveis para venda. Agradeceram-nos muito e muitas vezes, prometeram que entregariam os postais às famílias aquando das entregas dos cabazes mensais. Esse agradecimento estende-se agora a todos os que aceitaram o desafio. Por isso, em nome da APLAS, OBRIGADA, MUITO OBRIGADA! 

Para mim foi muito importante poder contribuir para que a APLAS continue a fazer a sua magiacôderosa e tenho a certeza que foi esse o sentimento que motivou a que todos aceitassem o desafio. Para as manas foi um momento marcante e de crescimento. 

Desejo que neste novo ano aconteça muita magia côderosa para quem dela mais precisa, mas desejo ainda mais que essa necessidade se torne cada vez menor, pois isso significaria que menos crianças e respectivas famílias teríam de enfrentar uma luta tão difícil.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Livros

Adoro ler, mas às vezes não pego num livro durante largas temporadas, outras vezes devoro-os. 
Na viagem de Lisboa para Atenas, depois das férias do Natal, li  If I Stay, de Gayle Forman. Não consegui parar de ler. A vida de uma jovem muda para sempre num segundo, em consequência de um acidente brutal de viação. Durante quase trezentas páginas, enquanto está em coma, acompanhamo-la na mais difícil decisão da sua vida, ficar ou partir, sobreviver ou desistir. É um livro duro, cheio de emoções, lembranças de um passado cheio de momentos muito felizes,de  um amor imenso pelos pais, irmão e avós, da descoberto do amor romântico, do amor pela música e um presente em que muito do que a fazia pulsar, desapareceu. Sofri, mas foi uma das melhores viagens que fiz.
Agora estou a ler O Amante Japonês, de Isabel Allende e a saborear cada página. Uma história de amor apaixonante, passo a redundância; personagens riquíssimas e complexas, que estou a adorar conhecer. Falta pouco para o terminar e já sinto que vou ter saudades desta gente!
Felizmente recebi vários livros entre os presentes de Natal e de aniversário e na estante estão novas histórias à espera de serem descobertas. Mal possso esperar!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Festas em stand by

E pronto... damos por encerrado o capítulo festas durante quatro meses consecutivos.
 
O aniversário do P em Outubro, o aniversário da C em Novembro, o meu aniversário e da M em Dezembro, o Natal, o Ano Novo e novamente o aniversário da M em terras gregas. É muita festa, muita azáfama, muita mão na massa, muita planificação ... mas sobrevivemos.
 
O registo fotográfico mostra bem que tudo valeu a pena, pois os sorrisos não enganam.  Aqui ficam as celebrações de Dezembro e Janeiro.
 
 
 
 
Parabéns para mim...
 
 
e para a M!!!
 


A mesa de Natal deste ano
 

A família reunida
 
 
 A família novamente reunida com mudança de fotógrafo
 
 
 Truques e Risadas na festa da M em terras lusas
 
 
 Balões!
 

Parabéns a você pela segunda vez


A mesa dos mais jovens à espera da chegada do Ano Novo


A mesa dos crescidos à espera do mesmo
 



Feliz ANO NOVO!!!
 

Happy birthday to you / Parabéns a você / Χρόνια σου πολλά ...


pela terceira vez, em terras helénicas!
 
 
 
Durante dois meses, vamos deixar as festas em stand by, mas em Março...

domingo, 10 de janeiro de 2016

Bem vindo 2016

Quase um mês depois do último post, regresso para dar as boas vindas ao novo ano. Espero que este seja um ano de alegrias, boas notícias, sucessos e muitos sonhos concretizados para.... para todos. Todos merecem estes votos e desejos, por isso, que este seja um bom ano!

O ano velho terminou da melhor maneira possível. Em Portugal, com amigos e família.  Depois de um Natal muito aconchegante, com todos os que amamos perto de nós e alguns em pensamento; depois da festa de aniversário da M, onde reunimos quase todos os amigos e quase toda a família, não poderíamos querer mais nada que não fosse estar com os nossos.

Nesta passagem de ano não fiz nenhuma resolução bombástica, mas prometo que vou tentar, afincadamente, não me queixar dos contratempos que nos acontecem e que,na verdade, não têm importância nenhuma; vou apreciar as pequenas coisas da vida que têm toda a importância, uma boa gargalhada, uma nova conquista, um "amo-te" ou um "gosto muito de ti" antes de dormir, um "até logo" já cheio de saudades; vou tentar dar o maior número de abraços, beijos e sorrisos que puder, em suma VOU VIVER!

Ok, ok também prometo que vou ser um pouco menos estressada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Manias

Não gosto de deixar coisas a  meio, se começo tenho de acabar, nem que demore muito tempo.
Já me aconteceu algumas vezes ter-me desentendido com o livro que estava a ler. Não sentia química, o que lia não estava a cativar-me. Umas vezes insisti mais um pouco, outras parei de o ler de imediato. Contudo tenho sempre de voltar a esse livro inacabado e terminar de o ler. Normalmente mantenho-o por perto, à vista, para que chegue o dia de voltar a lê-lo. Quando finalmente o faço levo a missão até ao fim, com mais ou menos entusiasmo. Normalmente não são livros que me enchem o coração, mas já tenho sido surpreendida e um livro que inicialmente estava com problemas no motor de arranque, revelou-se uma viagem bem interessante. Talvez a primeira tentativa não tivesse sido na altura certa para mim, quem sabe.
Aquelas coisas mais corriqueiras do dia-a-dia, como arrumar a cozinha depois de uma refeição, têm de ser feitas ponto. Deixar para o dia seguinte, por exemplo, é impensável para mim. Nem que seja bem tarde, depois de um jantar com amigos, mas tem de ficar terminado.
Vezes há que prefiro não começar porque não me apetece passar pelo processo. Prefiro esperar pelo momento em que me sinta inspirada para começar e terminar. Se começo tenho de acabar, por isso mais vale que esteja para aí virada. Mais uma vez, o que quer que seja é mantido à vista, para me lembrar que tenho de encontrar o momento certo.
Ontem terminei algo que começara há cerca de  três anos atrás e não terminara por razões externas à minha vontade. Passo a explicar: numa das nossas viagens Quito-Lisboa, que demoravam muuuiiito tempo vi a primeira parte de um documentário sobre os Queen - Those Were the Days of our Lives. Super interessante, vários pormenores que desconhecia, banda sonora fantástica, não fosse esta uma das minhas bandas preferidas. Na altura fiquei bastante aborrecida, quase irritada,  por não estar disponível a segunda parte. Durante todo este tempo nunca mais procurei o dito documentário, mas volta e meia vinha-me à ideia. Ontem, no carro, com um cd dos Queen como pano de fundo, em conversa com as miúdas falei-lhes nesse documentário e lamentei não ter visto a segunda parte. À noite termimei o que iniciara, revi a primeira parte 
e finalmente vi a segunda e ainda bem. Além de ter terminado algo que iniciara e quisera 
terminar, gostei  de acompanhar o Freddie, o Bryan, o Roger e o John na ua viagem enquanto Queen, gostei de me emocionar com o percurso, com as voltas da vida, com as melodias e as letras. Valeu bem a pena ficar acordada até mais tarde!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A caminho do Natal

O Natal aproxima-se a uma velocidade vertiginosa e isso é tão bom! Adoro, adoro o Natal! Mal posso esperar por estar com a família, com os amigos, por cozinhar todos aqueles pratos e sobremesas que não podem deixar de estar presentes na mesa da consoada, por pôr e decorar a mesa de Natal, por ver as caras dos mais pequenos quando o Pai Natal entra pela nossa casa adentro e entrega um presente a cada um deles, por sentir a felicidade de estarmos todos juntos, por oferecermos os presentes que, com carinho, escolhemos para cada um, por dois dias depois voltar a preparar um monte de doces e salgados para a festa de aniversário da M, por estar em Portugal, por ligar o rádio e ouvir a minha língua, por cheirar o nosso mar, regressar aos restaurantes favoritos e comer a nossa comida, estar com a nossa gente. Sei que  vão ser dias intensíssimos, regressaremos a Atenas a precisar de descansar, mas terá valido a pena cada segundo vivido (como sempre).

Cá em casa já é Natal: as luzes, a árvore, os presépios, as meias... Tudo para aguçar ainda mais o espírito natalício que temos de sobra. Este ano as manas decidiram reciclar e fazer alguns presentes e as meias estã recheadas de surpresas. O F adora apagar as luzes do tecto para que apenas as luzes da árvore de Natal nos iluminem, segundo ele, para "fazer bonito". Este ano já não ataca a árvore e as decorações têm-se mantido no lugar, salvo algumas excepções.  Uma das rádios que costumamos ouvir, desde dia um de Dezembro, passa única e exclusivamente músicas de Natal, por isso, quando estamos no carro entoamos todos os clássicos da época.

Ao longo dos anos, ao fazer a lista de presentes de Natal, há quase sempre alguém que se acrescenta e alguém que já não está presente. Fica sempre esse amargo de boca a par com a alegria de uma vida nova. Fica para sempre a memória de todos os que já partiram, dos Natais e tantos momentos especiais passados em conjunto. O Natal é alegria, mas também é saudade. Muita.

Este ano, na festa da M, vamos tentar que a troca de presentes tenha um significado mais profundo, convertendo-a numa troca de doações para a associação APLAS, que apoia famílias de crianças com cancro. Acredito que quem receber a nossa modesta ajuda sentirá um pouco da magia côderosa que caracteriza esta associação, mas penso que também nós vamos sentir essa magia porque dar sem esperar nada em troca é mágico.