terça-feira, 13 de junho de 2017

Correrias de final de Primavera

Desde que fomos a Roma na Páscoa, em meados de Abril, que não temos parado. 

Duas semanas depois da Páscoa, rumámos a Portugal para o fim de semana alargado do primeiro de Maio. Numa correria de cinco dias fomos a duas sessões de cinema, ao oceanário, ao Estoril Open, às compras, jantámos e almoçámos com amigos e família, recarregámos baterias e regressámos a Basileia, sem muita vontade, pois soube a pouco.

Duas semanas depois, mais um fim de semana grande e fomos a Itália visitar uns amigos italianos que conheceremos no Equador e que entretanto tinham regressado ao seu país. Visitámos Como e o seu lago, a cidade de Milão, fomos a Verona e Mantua e visitámos a zona de Piacenza, onde vivem os nossos amigos. Itália nunca nos desaponta, as cidades são bonitas, a língua é uma delícia, a comida multo buona e rever amigos é sempre muito bom! 

Com tanto vai e vem, a nossa amiga de quatro patas fez check in e check out do canil várias vezes, é quase uma habitué.

No terceiro período, intensificaram-se as substituições na escola e fui chamada quase sempre dois dias por semana, o que tem aguçado a minha capacidade de inventar tempo e acelerar a velocidade de realizaçãode algumas tarefas. Por exemplo, num furo de cinquenta minutos ir a casa a correr e mudar os lençois das nossas quatro camas ou adiantar o jantar.

Para além disso, este último perído tem sido alucinante em várias frentes. Na Associação de Pais foi uma azáfama dar conta de todos os preparativos para o Festival Internacional. Foi preciso fazer diversos posters para diferentes eventos que iríam decorrer no dito festival, publicá-los em diversas plataformas, emails para a frente e para trás, correções, ajustes, alterações. Enquanto Room Mum foi necessário comprar os presentes para as professoras principais, assistentes e professores das restantes disciplinas. Só amanhã este processo estará concluído, quando formos buscar as toalhas de praia com um bordado personalizado para a professoara e assistente do F, bem como comprar vinho e queijo para os restantes professores. Entretanto já tínhamos encomendado o presente para a professora da M e assistente. Estamos a planear as festas do final de ano e quando chegar o último dia de aulas cairemos para o lado!

Também desde Abril, o comité da representação portuguesa no Festival Internacional reuniu-se várias vezes, distribuiu tarefas, foi às compras, encomendou rissois de camarão, pasteis de bacalhau, pães com chouriço, pasteis de Chaves, preparou arroz doce, salame de chocolate e bacalhau com natas, montou e decorou a barraquinha e no passado dia 10, no nosso dia, representámos orgulhosamente o nossos país!  Foi um sucesso, mas acabámos exaustos.

Até ao último dia de aulas, haverá substituições, festas de fim de ano, reuniões, mergulhos no rio, churrascos no fim de semana, festas de aniversário!!!! Socorro!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Roma - 44 km bem palmilhados!

No fim de semana de Páscoa fomos a Roma. Uma viagem há muito adiada e esperada.
 
Segundo os nossos Fitbit, caminhámos cerca de 44 km, mas valeu bem a pena!
 
 
 
 
 

sábado, 22 de abril de 2017

Já sou muito crescido!

Desde Janeiro, pelo menos, que o F esperava ansiosamente pelo dia do seu aniversário. Frequentemente perguntava "Quando é a minha festa?". "Está quase!", íamos respondendo. As semanas foram passando, os dias foram-se sucedendo e chegou o tão esperado dia.
 
O nosso piolhito fez 4 anos!!!
 
No dia do aniversário cantámos os parabéns na escolinha com os colegas, professoras, avós e mãe. À noite voltámos a cantar os parabéns em casa com as manas.
 

 
No Sábado seguinte, a tão esperada festa aconteceu.
Um dia muito cheio de alegria, brincadeira, pulos e saltos, doces e salgados, amigos e familía.







 
 
Quando lhe perguntamos "Quantos anos tens?",
responde "Tenho quarto, já sou muito crescido!"

 

sábado, 8 de abril de 2017

Gincana do supermercado

Todas as semanas, à Quinta ou à Sexta-feira, começa a minha gincana do supermercado. Tal como a grande maioria dos residentes em Basileia faço as compras semanais na Alemanha ou em França, porque é mais barato e porque recebemos o IVA de volta. Por norma vou à Alemanha, deixo a criançada na escola e conduzo até Grenzach, cerca de vinte minutos. Começo pelo Lidl onde compro todos os produtos biológicos que conseguir encontrar. Encho o carrinho, pago, peço o papel para carimbar na fronteira, encho os sacos e coloco-os no carro. Conduzo o carro até ao outro lado da estrada, estaciono, pego em mais alguns sacos de supermercado e entro no Hieber para comprar os produtos que não consegui encontrar no primeiro supermercado. Faço a mesma rotina, coloco as compras no carrinho, retiro-as para o tapete da caixa, pago, peço o papel para carimbar na fronteira, coloco as compras no saco, coloco-as no carro e finalmente conduzo de regresso a casa. Paro na fronteira, carimbo os papeis dos dois supermercados, que na semana seguinte entregarei no momento do pagamento e obterei o desconto do IVA, regresso ao carro e passados quinze minutos estou em casa. Descarrego os sacos e passo à última fase: arrumar as compras. Tiro os produtos das embalagens ou sacos, reciclo o papel e o plástico obtido, coloco em sacos de congelar o que tiver de ir para o congelador, arrumo os frescos no frigorífico, levo os produtos para armazenar para a arrecadação, dobro os sacos para os levar de regresso ao carro e quando dou por terminada a gincana é quase meio-dia. Considerando que comecei a volta pelas 8:30, é um longo processo! Como diz uma amiga brasileira, "para viver em Basileia tem de fazer um cursinho"!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Novidades

Recomecei a ler, mas escolhi um livro bem levezinho, com um tom de comédia, The Growing Pains of Adrian Mole. Este adolescente de quinze anos tem-me feito rir das suas visões do mundo, dos seus problemas, da sua família, dos seus amores. Estava a precisar de algo assim.

Temos aproveitado os fins de semana para as manas esquiarem e o F, a mãe e o pai deslizarem montanha abaixo de trenó. Ficam prometidas as fotogafias.

Esta semana tem sido de Carnaval, ou melhor, Fasnacht. Três dias que terminaram ontem, em que os suiços festejam, fazem barulho, sujam tudo... loucura total! Muita gente mascarada, muito tambor e muita flauta.

A maior novidade é que comecei a trabalhar como professora de substituição, na escola da pequenada. Não é um compromisso diário, telefonam-me quando precisam e se eu puder faço a substituição. Assenta-me que nem uma luva, pois permite-me acompanhar e participar nas actividades do F, da M e da C quando solicitada,  manter as nossas rotinas e trabalhar quando sou necessária. Já estive com uma turma de terceiro ano e com uma do kindergarten. Gostei bastante e ainda por cima continuo a cruzar-me com os alunos que me saudam ou sorriem com um ar de cumplicidade. Numa das turmas em que fui substituir estão dois filhos de amigos, que ficaram todos contentes por passar o dia com eles. Na próxima semana já está agendado um dia de substituição, com uma turma de piratas de 4 e 5 anos, mesmo em frente à sala do F. Vais ser uma diversão!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Leituras

Apesar de estarmos a meio de Fevereiro, não posso deixar de registar um acontecimnto marcante no meu mês de Janeiro.
Como é habitual, regressei das férias de Natal com alguns livros novos na mala. Poucos dias depois comecei a ler Recomeçar, de Maria Dueñas. Um livro que me fez viajar no tempo até ao meu primeiro ano de faculdade, à cadeira de Metodologia do Trabalho Científico. Lemos alguns short stories e um livro fantástico, Possession, sobre a investigação do espólio dos autores e sobre tudo o que se descobre e o que deve ou não ser divulgado. No livro de Maria Dueñas, uma professora universitária dos nossos dias vê a sua vida estável desmoronar por causa de um divórcio completamente inesperado.  Decide fugir, aceitando organizar o espólio de um professor universitário, doado à sua alma mater após a sua morte, numa universidade noutro país. Recomeçar atravessa fronteiras e épocas, fala-nos de perdas, coragem, segundas oportunidades e a vontade de reconstruír, recomeçar. Gostei das intrigas imprevistas, dos amores entrecruzados e inesperados e das personagens cheias de paixão e humanidade. Obrigada C e N pelo presente!

Entusiasmada com este primero livro, comecei a ler A Montanha Entre Nós, de Charles Martin. Fui lendo página atrás de página desta história de amor e sobrevivência. Acompanhei as duas personagens na sua luta para atravessar uma zona montanhosa, de difícil acesso, longe de tudo e coberta de neve, num rigoroso Inverno. Tiveram de percorrer cerca de 100 km sob condições terríveis, depois de o avião em que seguiam se ter despenhado e de uma delas ter ficado gravemente ferida. Para além da luta com o meio envolvente, tiveram de reunir toda a coragem e resiliência que possuíam para não desistir. A viagem foi duríssima, mas a viagem interior às vidas que deixaram em suspenso, ao seu passado, também. Gostei do final inesperado que, apesar de triste, abre para um recomeço e uma nova oportunidade no amor. Obrigada I e N pela escolha acertada!
 
Embalada com estas leituras, peguei num livro que comprara na escola das manas. Comecei a lê-lo à meia noite e não consegui parar até às quatro da manhã. Sarah's Key, de Tatiana de Rosnay, foi talvez o livro mais duro  e sofrido que li até hoje. Cruzam-se duas histórias, a de uma jornalista americana, Julia Jarmond,casada com um francês e a viver em Paris, encarregue de fazer a cobertura do sexagésimo aniversário da grande concentração de dezenas de milhares de judeus num estádio, onde ficaram presos  alguns dias antes de serem levados para campos de concentração em França e depois enviados para Auschwitz para morrer. E a história de Sarah Starzynski, uma menina judia de dez anos, que foi brutalmente arrancada de casa com os seus pais, pela polícia do governo colaboracionista francês. Michel, o irmão de quatro anos de Sarah, esconde-se dentro de um armário e ela, acreditando que em poucas horas estará de volta, tranca-o lá dentro e guarda a chave. Ao aprofundar a sua investigação, Julia constata que o apartamento para onde ela e o marido se vão mudar pertencera aos Starzynski, a família de Sarah, que fora desapossada pelo governo francês e comprada pelos avós do marido da jornalista. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores e assim é revelada a história de Sarah, a única dos Starzynski a sobreviver. Julia retraça a sofrida jornada de Sarah em busca de liberdade e sobrevivência, dos terríveis dias passados num campo de concentração, dos tensos momentos na clandestinidade e o seu paradeiro após a guerra. À medida qe a história de Sarah vai sendo revelada, muitos segredos são desenterrados. Esta história tocou-me muito, transtornou-me até. Chorei compulsivamente em muitos momentos, sofri com o desespero de Sarah e dos seus pais quando se deram conta que não íam poder voltar e o irmão/filho ficara trancado no armário, sofri com as descrições horrendas dos milhares de judeus amontoados no estádio e no campo de concentração, sofri com a separação das crianças judias dos seus pais e deixadas à sua sorte no campo de concentração,  acompanhei-a na sua fuga, torcendo para que tudo corresse bem, acreditei que tudo iría melhorar quando uma família a ajudou e protegeu, fiquei sem chão quando após três semans regressa finalmente a sua casa e a encontra já ocupada por outra família e no armário encontra o seu irmão morto, compreendi a sua falta de vontade de viver desde então. A história de Sarah continua a desenrolar-se e os segredos revelados são surpreendentes. Somos tocados não só pela história, mas também pelas palavras, pelas descrições. Impressionou-me tanto que falei deste livro a diversas pessoas, contei-o ao P lavada em lágrimas, vi o filme baseado no livro, revi trailers de vários filmes  sobre o Holocausto e ainda não tive coragem de começar um novo livro. Ainda estou a fazer o luto.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

4 - 5 - 4 e 5 outra vez

Nas duas últimas semanas experimentámos uma realidade nova cá em casa, ter apenas uma das manas connosco e a outra a quatro horas de distância, no alto das montanhas, com os colegas da escola, no ski camp.

Na primeira semana despedimo-nos da C e vimo-la partir para uma das semanas mais emocionantes da sua vida. 
Aprendeu a esquiar, passou muito tempo com as amigas (sete no mesmo quarto), teve de ser responsável pelas suas coisas, gerir a roupa que levara (facilitei-lhe a vida pois colocámos na mala uma muda de roupa para cada dia para o ski e para o aprés ski), teve de pôr e levantar a mesa, acordar cedo e, imagino, dormir tarde. Como combinado telefonava todas as tardes, depois do ski, falávamos um pouco, ou melhor, eu fazia-lhe perguntas às quais respondia com um breve sim ou não. Adorou! Acabou por trazer tudo o que levou, excepto uma meia, o que me deixou bastante satisfeita, pois tinha ouvido relatos de mães cujos filhos trouxeram coisas de outros, perderam roupa. Regressou na Sexta-feira, constipada, com asma, mas feliz.


 









Na Terça-feira seguinte, vimos partir a pequena M. Estava um pouco ansiosa pois pela primeira vez estaria longe dos pais vários dias. Com os mais pequenos os pais não podiam falar ao telefone, mas os professores todas as noites registavam num blogue o que acontecera nesse dia e colocavam no site da escola centenas de fotografias. Todas as crianças eram fotografadas diariamente. À noite esperavamos ansiosamente pelo mail que avisava a actualização do blogue e das fotografias. A M foi fotografada muitas vezes, sempre bem disposta, o que nos deixou tranquilos. Tal como a C, aprendeu a esquiar, fortaleceu os laços com as amigas e professores, pôs e levantou a mesa para oito, foi muito responsável com as suas coisas, pois não perdeu nada, até trouxe um par de meias a mais!


Sexta-feira cerca de cem pais esperavam ansiosamente a chegada da pequenada. Nem sei quem estaria mais nervoso, se os pais ou os filhos. Os pais, sem dúvida! Depois de uns valentes abraços, lá regressámos todos a casa, com os  nossos pequenos.










Foi muito bom terem ido, mas também foi muito bom terem regressado!