segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Não há duas sem três... Será?

Depois de quatro semanas, a M está novamente em pleno. Ainda durante as férias de Outono, uma semana depois do episódio da farpa n aperna do F, eis que voltámos ao hospital. Algumas horas de saltos, flips e muita diversão no Swiss Mega Park, um parque de trampolins e afins, já depois da mãe ter dito que estava na hora de ir para casa, uma aterragem menos bem conseguida levou-nos novamente às urgências. Radiografia feita: nada partido. Contudo não se livrou de uma ruptura de ligamentos. Durante três semanas usou uma espécie de bota que imobilizou a zona afectada e na passada semana apenas teve de a usar para praticar desporto. Curiosamente, quando chegámos ao hospital, a enfermeira que nos atendeu foi a mesma que tinha atendido o F. Eu reconheci-a e ela também me reconheceu. Disse-lhe que tinha estado no hospital na semana anterior com o meu filho e desta feita estava lá com a minha filha. Rimo-nos da situação e eu acrescentei que tenho outra filha, pelo que há possibilidade de voltar ao hospital. 
Será que não há duas sem três? Espero bem que não!!!


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Outono

As férias de Outono terminaram, mas o Outono pelo contrário, está em pleno. Perto de nossa casa há muitos espaços verdes, cheios de caminhos pedestres, caminhos para ciclistas, às vezes pelo meio da floresta, outras vezes ao longo do rio Birs, por vezes atravessando grandes clareiras. Lentamente as árvores vão-se despindo e há milhares de folhas no chão. A palete de cores é agora mais variada, passou de um verde cheio de vida, para um amarelo, castanho,  vermelho  outonal em jeito de despedida. Não é um adeus, é um até já. A natureza prepara-se para o descanso do Inverno, para reunir forças e rebentar de vida e energia na próxima Primavera. Hoje, enquanto caminhava por estes caminhos, viajei até Portugal, até às incontáveis e inacreditaveis imagens de devastação, desolação e perda que mais uma vez encheram as nossas televisões, jornais e revistas. Como vai ser a próxima Primavera? Em vez do verde renascido, teremos a devastação, hectáres e hectáres de floresta assassinada. A gente que tudo perdeu vai  começar de novo, resignada, muitas vezes calando a sua dor, porque é difícil. É muito difícil olhar para casas destruídas, animais que não conseguimos salvar, o que era e já não é e o pior de tudo despedirmo-nos dos que perdemos às mãos de um fogo impiedoso. Neste Outono, em muitas famílias portuguesas, em muitas aldeias e lugares portugueses não haverá um até já, mas sim um adeus. É difícil. Muito difícil.

domingo, 1 de outubro de 2017

Seis semanas depois

Seis semanas depois do recomeço da escola  e os dias têm passado a correr. Entre o vai pôr e vai buscar à escola, tenho trabalhado muitas vezes como professora de substituição, tenho ajudado a organizar os eventos da Associação de Pais, voluntariei-me para "Room Parent" da turma da M e do F e tenho tentado incluir caminhadas nestes dias tão cheios. Depois de terminado o horário escolar, começam os tpc e as actividades extra curriculares. Entre as aulas de ténis, natação, futebol e bateria, todos os dias há uma actividade para um ou mais dos  pequenos. O F estreou-se na natação e no futebol. Está a adorar, mas fica derreado no final dos trinta minutos que dura cada uma das aulas. Até eu tenho ido nadar com a M, enquanto o F tem a aula. À Quinta-feira chegamos os três a casa  moídos e prontos para uma boa noite de sono. A M continua com a natação e a C, completamente independente, vai e vem para as suas actividades, até porque todas são estratégicamente perto de casa e de fácil acesso de  transportes.
O ritmo acelerado das vidas de todos nós faz-nos dar as boas vindas a todas as oportunidades de desaceleração, por isso, na passada Sexta-feira abraçámos o primeiro dia de férias de Outono. O primeiro de duas semanas. Combinámos com uma colega da M almoçar num parque de que muito gostamos e passar lá o resto da tarde. Depois do almoço e já no parque infantil, o F caiu em cima de uma trave de madeira onde tentava equilibrar-se. Ao cair, uma farpa da madeira entrou pela sua perna adentro e começou a nossa primeira aventura destas férias. Ao ver que não conseguiria retirar a farpa, pois estava completamente dentro da pele, levei-o ao hospital. Depois de uma ecografia, confirmou-se que havia um corpo estranho de cerca de 3 cm na perna do F, a uns 4 mm de profundidade. Os médicos tentaram removê-lo com anestesia local, mas não foi possível e acabaram por ter de submeter o nosso F a uma pequena cirurgia com anestesia geral. Correu tudo bem e o pequeno parece que nem tem pontos na perna. A mesma energia de sempre, com muitos saltos à mistura. 





É a terceira vez que um dos nossos filhos é submetido a uma cirurgia e aqueles intermináveis minutos em que a mesma dura parecem sempre horas. Pensamos em todos os cenários possíveis, tentando permanecer positivos, mas a nossa imaginação surpreende-nos sempre com uma ou outra possibilidade mais aterradora. Só quando tudo termina, nos dizem que correu tudo bem e a nossa criança acorda, conseguimos ficar tranquilos. 
Quando tudo terminou, lembrei-me dos pais e filhos que têm de enfrentar situações bem piores que esta. Como será estar numa sala de espera, com uma ciriurgia de horas pela frente e da qual depende a vida do nosso filho? 

Espero que esta tenha sido a aventura mais radical destas duas semanas de férias que agora começam. Espero, no final, apenas ter para relatar idas a museus, a parques, a exposições, nada que envolva hospitais!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Fazes-me falta

As férias terminaram, regressámos à nossa outra casa e retomámos as rotinas escolares. Reencontrámos os que aqui deixámos, conhecemos gente acabada de chegar. Assim acontece no início de cada ano lectivo. Partilhamos pedaços das férias terminadas, vamo-nos adaptando às novas situações, encontrando conforto no que é conhecido. Mas todos os que partilhamos esta vida de expatriados temos pelo menos uma coisa em comum, todos sentimos falta.
Esta manhã, enquanto esperava pelas minhas companheiras de caminhada, num parque  lindíssimo, rodeada por um verde a perder de vista, flores variadas e de cores diversas, as vozes dos pássaros, de crianças ao longe, muita tranquilidade e um lago que se estendia por trás de mim, neste momento em que tudo parou para que eu o pudesse apreciar, senti falta dum som que o teria tornado perfeito. Senti falta do rebentar das ondas na areia, num dia de mar calmo. 
O mar faz-me sempre falta.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

FÉRIAAAAAASSSS!!!!

Adoro os ritmos de férias! 

Horários, mas só para o que nos apetece fazer, sol, mar, praia, rio, piscina, surf, parques de diversões, museus, cinema, churrascadas, amigos, família!

Nas primeiras duas semanas de férias estivemos em terras suiças desfrutando da companhia de grandes amigos e cunhados. Estreámo-nos na descida do rio Reno, nadámos no rio Birs, fizemos churrascos à beira rio e na floresta, visitámos o museu do papel, do queijo Gruyére e dos chocolates Cailler e fomos ao Europa Park na Alemanha. 

Rumámos a Portugal e retomámos as nossas rotinas portuguesas de Verão: muita praia durante a semana, muita piscina ao fim de semana, aulas de surf, casa cheia de miudagem, jantaradas com amigos, churascadas...adoro mesmo os ritmos de férias!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Correrias de final de Primavera

Desde que fomos a Roma na Páscoa, em meados de Abril, que não temos parado. 

Duas semanas depois da Páscoa, rumámos a Portugal para o fim de semana alargado do primeiro de Maio. Numa correria de cinco dias fomos a duas sessões de cinema, ao oceanário, ao Estoril Open, às compras, jantámos e almoçámos com amigos e família, recarregámos baterias e regressámos a Basileia, sem muita vontade, pois soube a pouco.

Duas semanas depois, mais um fim de semana grande e fomos a Itália visitar uns amigos italianos que conheceremos no Equador e que entretanto tinham regressado ao seu país. Visitámos Como e o seu lago, a cidade de Milão, fomos a Verona e Mantua e visitámos a zona de Piacenza, onde vivem os nossos amigos. Itália nunca nos desaponta, as cidades são bonitas, a língua é uma delícia, a comida multo buona e rever amigos é sempre muito bom! 

Com tanto vai e vem, a nossa amiga de quatro patas fez check in e check out do canil várias vezes, é quase uma habitué.

No terceiro período, intensificaram-se as substituições na escola e fui chamada quase sempre dois dias por semana, o que tem aguçado a minha capacidade de inventar tempo e acelerar a velocidade de realizaçãode algumas tarefas. Por exemplo, num furo de cinquenta minutos ir a casa a correr e mudar os lençois das nossas quatro camas ou adiantar o jantar.

Para além disso, este último perído tem sido alucinante em várias frentes. Na Associação de Pais foi uma azáfama dar conta de todos os preparativos para o Festival Internacional. Foi preciso fazer diversos posters para diferentes eventos que iríam decorrer no dito festival, publicá-los em diversas plataformas, emails para a frente e para trás, correções, ajustes, alterações. Enquanto Room Mum foi necessário comprar os presentes para as professoras principais, assistentes e professores das restantes disciplinas. Só amanhã este processo estará concluído, quando formos buscar as toalhas de praia com um bordado personalizado para a professoara e assistente do F, bem como comprar vinho e queijo para os restantes professores. Entretanto já tínhamos encomendado o presente para a professora da M e assistente. Estamos a planear as festas do final de ano e quando chegar o último dia de aulas cairemos para o lado!

Também desde Abril, o comité da representação portuguesa no Festival Internacional reuniu-se várias vezes, distribuiu tarefas, foi às compras, encomendou rissois de camarão, pasteis de bacalhau, pães com chouriço, pasteis de Chaves, preparou arroz doce, salame de chocolate e bacalhau com natas, montou e decorou a barraquinha e no passado dia 10, no nosso dia, representámos orgulhosamente o nossos país!  Foi um sucesso, mas acabámos exaustos.

Até ao último dia de aulas, haverá substituições, festas de fim de ano, reuniões, mergulhos no rio, churrascos no fim de semana, festas de aniversário!!!! Socorro!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Roma - 44 km bem palmilhados!

No fim de semana de Páscoa fomos a Roma. Uma viagem há muito adiada e esperada.
 
Segundo os nossos Fitbit, caminhámos cerca de 44 km, mas valeu bem a pena!