quinta-feira, 28 de julho de 2011

Chuva, por Mariza

Há uns meses atrás, a minha prima A postou no Facebook um link do video do tema Chuva, cantado por Mariza no célebre concerto ao vivo em Lisboa. Acrescentava a minha prima que esta canção a fazia pensar na nossa querida avó A. Não resisti e fui ver o video.
Desde então revisito-o com frequência, pela interpretação fenomenal da Mariza, pela letra  plena de emoções do Jorge Fernando e porque me lembra todos aqueles de quem sinto saudades. Até já o adicionei ao ipod.
Em jeito de homenagem a todos aqueles que perdemos ao longo da vida, quer estejam ou não entre nós, aqui deixo a letra e o link do video.
Enjoy!

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
O meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
 
 
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai, meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes, há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
O meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cem portugueses em cem países do mundo

Na passada semana fui contactada por uma jornalista do Diário de Notícias, que encontrara a nossa página do Facebook e, por isso, sabia que estávamos a viver no Equador. Convidou-nos a colaborar numa reportagem que estão a realizar sobre cem portugueses em cem países do mundo. Pediu-nos que escrevessemos um pequeno texto sobre como é viver no Equador e por que razão viémos para cá. Solicitou ainda uma fotografia da família para ilustrar o texto.
Assim, se tudo decorrer de acordo com o planeado faremos parte da dita reportagem que será publicada dia 1 de Agosto.

A jornalista referiu que estavam com algumas dificuldades, pois as pessoas nem sempre estão dispostas a colaborar, o que é uma pena, pois parece-me interessante ver como os portugueses estão de facto espalhados pelo mundo e conhecer as perspectivas de cada um face ao país em questão.

Falta de indicações

Ontem saímos de casa por volta do meio-dia para ir assistir a uma peça de teatro de marionetas que uns amigos haviam recomendado. Segundo as palavras da V era muito fácil chegar lá, bastava ir em direcção a Tumbaco, virar à direita depois da ponte e não havia nada que enganar. A indicação dada pelo site do grupo de teatro apenas referia 1 km antes de La Merced e nós confiámos que seria relamente fácil. LOL!
Correu tudo bem até ao momento am que tivemos de decidir para que lado virar. Nesta terra não há placas com o nome das localidades no início das mesmas e as indicações são quase inexistentes, por isso, claro que virámos para o lado errado e depois de andarmos perdidos um bom bocado, pedimos ajuda a um polícia, que apenas nos disse que era em sentido contrário. Lá percorremos toda a estrada até ao lugar onde tínhamos virado à direita e seguimos na direcção contrária. Depois de andarmos e andarmos, resolvemos voltar para trás. Com tanta volta, acabei por telefonar para o teatro e conseguimos chegar quase no final da representação, o que significa que no próximo Domingo teremos de voltar, porque nem chegámos a entrar.
Os mesmos amigos tinham recomendado um restaurante que ficava perto do teatro  e que tinha um ambiente muito agradável  e uma paisagen lindíssima - La Matilde. Decidimos ir almoçar, mas como a morada não aprecia no GPS telefonei. O restaurante que ficava perto era a cerca de meia hora de caminho! O dono, depois de me dar as indicações, desejou-me boa sorte. Conseguimos chegar, sem nos perdermos, pois o GPS reconhecia a localidade mais próxima do restaurante, que o dono me indicara. Sem ajuda do satélite penso que nunca chegaríamos!
Depois do almoço e de termos disfrutado da vista, pusemo-nos a caminho, mas durante o percurso vimos uma indicação que nos fez mudar de planos - Avenida dos Vulcões. E assim começaram quatro horas de raid diurno por estradas indiscritíveis, de terra batida, de pedra, cheias  de buracos e, claro está, muito parcas em indicações, por isso perdemo-nos várias vezes.  Com ajuda de pessoas que por nós passavam, acabámos por conseguir ver quatro dos vulcões da famosa avenida. Como estava um dia de sol, foi deslumbrante ver o contraste do sol a bater no cume cheio de neve do Cotopaxi. Tirámos algumas fotos com o telemóvel, o que não fez justiça ao que viam os nossos olhos.
Quando finalmente regressámos a casa, sentiamo-nos como se tivessemos vivido uma grande aventura. Durante o jantar a  M referiu várias vezes "Fizemos uma grande viagem".

terça-feira, 19 de julho de 2011

Você não pode morrer sem ler esse livro...

"Você não pode morrer sem ler esse livro...", foi uma frase que escutei vezes sem conta durante o ano lectivo de 1996/1997, na cadeira de Literatura Inglesa II, pela voz da minha professora M. Boucherie, com um inesquecível sotaque belga.
Esta mulher que adora a literatura, os autores, os poetas; vive os textos com amor. Frequentemente também a ouvíamos dizer "Eu amo este poeta".
As suas aulas foram sempre um prazer, uma grande história de amor entre textos, alunos, professora e autores.
Claro que por sua influência durante esse ano comprei e li alguns livros de autores que não conhecia e ainda bem que o fiz. Outros deixei para ler mais tarde, tendo terminado um deles há bem pouco tempo, The Sea, The Sea, de Íris Murdoch.
Durante este último ano tenho tido a sorte de ter mais tempo para ler do que vinha sendo costume, pois tenho alguém que me ajuda, fazendo todas as tarefas rotineiras do dia a dia. Assim, tenho-me deleitado com horas de leitura, com livros fantásticos, autores que amo há muitos anos e outros que acabam de ganhar um lugar no meu coração.
Há minutos apenas terminei de ler Eva Luna, de Isabel Allende e uma vez mais fiquei muito agradecida por não ter morrido antes de ler este livro. Da mesma forma agradeço todos os livros que ao longo dos anos têm feito parte da minha vida e com os quais tenho partilhado um sem fim de emoções, tenho viajado por tantos lugares imaginários, tenho entrado na vida de tantas personagens.
Por isso, só posso esperar que a vida me permita continuar a ter ao meu lado os velhos e novos amigos, que podem ser os livros.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Churrascada no Parque Metropolitano

No Sábado fomos convidados a juntar-nos a um grupo de novos amigos para uma churrascada num parque que nem sabíamos que existia: o Parque Metropolitano.
Bem no coração da cidade de Quito, este parque imenso fez-me lembrar o nosso Parque do Monsanto, ou a velhinha Mata de Benfica ou mesmo os inúmeros parques na Suiça. É um local muito verde, com circuitos de manutenção, vários parques infantis, miradouros, trilhos para explorar e várias zonas para fazer churrascos, semelhantes a pequenos alpendres com mesa e bancos corridos, churrasco e cobertos por telhado, protegendo-nos, assim,  quer do sol forte quer da chuva que sempre pode aparecer. Resta acrescentar que é muito seguro, ao contrário de outros parques que há na cidade; e só se pode aceder à zona de churrasco mediante marcação e pagamento de uma quantia.
Estes amigos são de várias origens, brasileiros, equatorianos, alemães e espanhois, o que resultou numa mescla interessante e na utilização de várias línguas, pois tão depressa estavamos a falar português, como espanhol, como inglês e alemão. Devo confessar que depois de termos vivido três anos na Suiça, o alemão soa como algo familiar e que tem de algum modo a ver connosco, pese todavia o facto de continuarmos a perceber muito pouco do que é dito!







Como não podia deixar de ser, por volta das três e meia uma nuvem negra cobriu todo o céu, arrumámos à pressa e corremos para os carros.
Assim é Quito, várias estações no mesmo dia!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma grande conquista

Esta semana, mais exactamente na terça-feira, a nossa C conseguiu um feito que ela considerava impossível de alcançar: andar de bicicleta sem o apoio das rodas laterais.

Isto andava a dar-me cabo do juízo: eu ensinei a minha irmã a andar de bicicleta aos cinco anos e a minha avó aos sessenta e cinco e não conseguia que a C, com sete anos, ganhasse confiança para o fazer?! Não podia ser! Depois de algumas tentativas ao longo dos últimos tempos, às quais a C resistira veementemente, na Segunda-feira decidi levar a cabo a seguinte missão: pôr a miúda a andar de bicicleta sozinha.

Apesar de ter de arrastá-la literalmente, porque se recusava a tentar, dizendo que nunca seria capaz, na segunda  manhã em que tentou, conseguiu: pedalava sem ajuda, cabelos ao vento, super orgulhosa de si própria e cada volta ao campo de basquetebol foi sentida como uma grande vitória!

Claro que a mamã ficou super feliz e enviou de imediato uma mensagem ao papá, com foto e tudo. A C pediu-me que referisse na mensagem que já tinha conseguido dar dez voltas ao campo.
Sentiu-se uma verdadeira campeã!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Glee para Wii

Desde que, através das mãos do P, entrou nesta casa o karaoke do Glee para a Wii, tem sido a loucura total. Trazido de Portugal, o dito jogo tem provocado uma adição extensível a todos os membros da família. A C adora cantar "My life would suck without you", da Kelly Clarkson; o P adora "Don´t stop believing" dos Journey; eu gosto de várias, mas obtenho sempre a pior pontuação; tal como a M que participa, mas sem ser capaz de ler a letra das canções.  

No Domingo, enquanto o P cantava, as piratas resolveram enriquecer o espectáculo e encenar uma cena de luta entre cavaleiros, digna de se ver, nem que fosse apenas pelos acessórios.




quinta-feira, 7 de julho de 2011

De volta a Quito

Finalmente chegámos! Passámos literalmente um dia a viajar e fomos presenteados com atrasos em todos os voos.
Por que razão tem de ser sempre assim? Creio que deve ser de propósito, pois desta forma estamos tão ocupados a pensar nos voos, nos horários, nas portas de embarque que não temos muito tempo para nos lembrarmos que só voltamos a Portugal e à nossa gente daqui por seis meses.
Como sempre as férias em Portugal envolvem estar com a família, os amigos, matar saudades, comer todas aquelas coisas que não existem deste lado do mundo, jardinar no nosso terreno e, como é verão, muita praia.
Os nossos dezasseis dias foram muito intensos, tentando fazer tudo o que tínhamos planeado. Conseguimos ir ao cinema ver o Panda Kung Fu 2, fazer uma visita ao Badoca Park, juntar amigos e família numa grande almoçarada que terminou perto das onze e meia da noite e que incluiu caça ao tesouro para os mais novos, ir várias vezes à  praia, a vários parques infantis , passar um fim de semana no Casal da Catarina, com outra churrascada e muitos mergulhos na piscina e conhecer o nosso afilhado que nasceu em Maio.

Não posso deixar de partilhar alguns pedaços destas férias bem saborosas:


Praia dos Galápos, Arrábida
R, M e C



Praia dos Galápos, Arrábida
Os inseparáveis C e Ó



A trupe do Badoca Park




As manas com outras manas amigas, a C e a M, na Ericeira



Entrega de diplomas aos participantes na Caça ao Tesouro de Verão, no dia da almoçarada, no Sobreiro, Mafra



F na sua primeira foto oficial com a madrinha



Praia dos Galápos, Arrábida
Mais uma ida à praia, desta feita com os manos e o respectivo papá J



Casal da Catarina, brincadeiras na piscina



Mais brincadeiras na piscina


Saltos na piscina


Ternura: o meu avô J, de 91 anos, a ler uma história à M



C com a boina do avô J e uma grande gargalhada