Ontem saímos de casa por volta do meio-dia para ir assistir a uma peça de teatro de marionetas que uns amigos haviam recomendado. Segundo as palavras da V era muito fácil chegar lá, bastava ir em direcção a Tumbaco, virar à direita depois da ponte e não havia nada que enganar. A indicação dada pelo site do grupo de teatro apenas referia 1 km antes de La Merced e nós confiámos que seria relamente fácil. LOL!
Correu tudo bem até ao momento am que tivemos de decidir para que lado virar. Nesta terra não há placas com o nome das localidades no início das mesmas e as indicações são quase inexistentes, por isso, claro que virámos para o lado errado e depois de andarmos perdidos um bom bocado, pedimos ajuda a um polícia, que apenas nos disse que era em sentido contrário. Lá percorremos toda a estrada até ao lugar onde tínhamos virado à direita e seguimos na direcção contrária. Depois de andarmos e andarmos, resolvemos voltar para trás. Com tanta volta, acabei por telefonar para o teatro e conseguimos chegar quase no final da representação, o que significa que no próximo Domingo teremos de voltar, porque nem chegámos a entrar.
Os mesmos amigos tinham recomendado um restaurante que ficava perto do teatro e que tinha um ambiente muito agradável e uma paisagen lindíssima - La Matilde. Decidimos ir almoçar, mas como a morada não aprecia no GPS telefonei. O restaurante que ficava perto era a cerca de meia hora de caminho! O dono, depois de me dar as indicações, desejou-me boa sorte. Conseguimos chegar, sem nos perdermos, pois o GPS reconhecia a localidade mais próxima do restaurante, que o dono me indicara. Sem ajuda do satélite penso que nunca chegaríamos!
Depois do almoço e de termos disfrutado da vista, pusemo-nos a caminho, mas durante o percurso vimos uma indicação que nos fez mudar de planos - Avenida dos Vulcões. E assim começaram quatro horas de raid diurno por estradas indiscritíveis, de terra batida, de pedra, cheias de buracos e, claro está, muito parcas em indicações, por isso perdemo-nos várias vezes. Com ajuda de pessoas que por nós passavam, acabámos por conseguir ver quatro dos vulcões da famosa avenida. Como estava um dia de sol, foi deslumbrante ver o contraste do sol a bater no cume cheio de neve do Cotopaxi. Tirámos algumas fotos com o telemóvel, o que não fez justiça ao que viam os nossos olhos.
Quando finalmente regressámos a casa, sentiamo-nos como se tivessemos vivido uma grande aventura. Durante o jantar a M referiu várias vezes "Fizemos uma grande viagem".
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